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Estado de Minas

Ex-diretores da Petrobras passam por acareação sobre esquema de propinas

Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró vão hoje ao Senado, mas a expectativa de membros da CPI mista e para o silêncio de Costa durante sessão


postado em 02/12/2014 06:00 / atualizado em 02/12/2014 07:20

Integrantes do Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras preparam os questionários para apertar os ex-diretores da estatal na acareação desta terça-feira no Senado. Na avaliação do deputado federal responsável pela convocação de Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, Ênio Bacci (PDT-RS), o silêncio de Costa não deve comprometer o rumo das investigações. “Ele não vai falar, mas vai ouvir”, criticou Bacci. “É um direito constitucional, mas ele só usa porque tem culpa. Ele tem medo de enfrentar os poderosos. É neste momento que tenho saudades do Roberto Jefferson, que teve coragem de enfrentar Dirceu”, comparou Bacci, referindo-se ao mensalão revelado pelo delator com detalhes.

Os ex-diretores têm obrigação de comparecer à acareação hoje. Eles já estiveram na comissão em momentos diferentes. Costa se recusou a responder qualquer pergunta e Cerveró negou ter havido desvio de dinheiro na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Ele também afirmou, em setembro, desconhecer negociações de acertos financeiros de Costa na Petrobras. “Ele vai repetir o que fez no último depoimento, vai ficar calado. Não é o momento dele falar e tenho que preservá-lo”, afirmou o advogado de Costa na Operação Lava a Jato, João Mestiere.

Alta Em Curitiba, o doleiro Alberto Youssef, que estava internado desde sábado no Hospital Santa Cruz devido a fortes dores abdominais, febre e queda de pressão, recebeu alta. Cardiopata crônico, Youssef foi internado pela quarta vez por decorrências da doença. Ele recebeu medicamentos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por exames e realizou uma tomografia. O resultado dos exames dele não foi revelado. O advogado do doleiro, Antônio Figueiredo Basto, afirmou ter “tomado medidas para que Youssef receba o tratamento adequado”.

Cunhada envolvida

Cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, Marice Correa de Lima é destinatária de dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras, segundo investigações da Operação Lava a Jato. Documentos mostram uma negociação entre o doleiro Alberto Youssef e um funcionário da empresa OAS, em que o endereço dela aparece como destino de uma entrega._Um organograma feito pela Polícia Federal explica a suposta movimentação do dinheiro de Youssef para a empreiteira OAS. Segundo a PF, o funcionário da empresa José Ricardo Breghirolli, preso na operação, orienta Youssef a levar os valores para um endereço específico, o de Marice. O relatório dá detalhes da negociação e indica entregas de dinheiro feitas por Youssef em várias cidades do país.

Em depoimento à PF, Marice confirma que mora no endereço citado na mensagem do funcionário da OAS para Youssef. Ela também disse que tem pouco contato com o cunhado Vaccari. Diz ainda que desconhece as pessoas citadas pelos investigadores e nega que tenha sido entregue qualquer coisa a ela. João Vaccari, cunhado de Marice, tem negado qualquer envolvimento com o esquema do doleiro.


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