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Estado de Minas

Trabalhos da Operação Lava Jato já duram oito meses

Relembre datas importantes da investigação


postado em 17/11/2014 06:00 / atualizado em 17/11/2014 07:26

De acordo com as investigações da Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava a Jato, pelo menos nove grandes empresas dividiam e combinavam contratos bilionários com a Petrobras. Do valor do acordo, pagavam 3% em propina, que iriam para o PP, PT e PMDB. A negociação seria feita com os diretores da estatal e o pagamento organizado pelos operadores. O grupo teria movimentado R$ 10 bilhões. Relembre fatos marcantes da apuração da Polícia Federal, que completa oito meses hoje:

17 de março
A Operação Lava a Jato desmonta um esquema de desvios e lavagem de dinheiro estimado em R$ 10 bilhões em seis estados e no Distrito Federal. Ao menos 17 pessoas são presas, entre elas o doleiro Alberto Youssef.


20 de março
Diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras de 2004 a 2012, Paulo Roberto Costa é preso pela PF sob suspeita de destruir e ocultar documentos. Ele passou a ser investigado depois de ganhar, em março do ano passado um carro de luxo do doleiro Alberto Youssef, apontado como um dos líderes do esquema. O ex-diretor alega ter recebido o jipe como pagamento por serviços de consultoria.

11 de abril
A polícia amplia as investigações sobre negócios suspeitos da Petrobras e faz operação de busca e apreensão na sede da estatal, no Rio de Janeiro. Uma planilha apreendida pela PF na casa de Paulo Roberto Costa levanta a suspeita de que ex-diretor intermediava repasses de empreiteiras para políticos.

14 de abril
A PF rastreia consultorias milionárias que Paulo Roberto negociou com empresas contratadas pela estatal. Policiais suspeitam que ele exerceu tráfico de influência na Petrobras e abriu as portas para empresas às quais ele próprio prestava assessoria.

21 de maio
Descobre-se o elo entre a compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, nos EUA, e o esquema de lavagem de dinheiro desbaratado pela Lava a Jato, que envolve suspeita sobre obras na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os investigadores citam a existência de uma possível organização criminosa que estaria atuando no seio da estatal de petróleo.

28 de junho
A PF investiga empreiteiras que fizeram repasses a uma empresa de fachada de Youssef. A suspeita é de que os valores eram usados para pagamento de propina e tinham origem em contratos superfaturados na refinaria Abreu e Lima.

22 de agosto
Depois de a PF fazer operações de busca em empresas de sua filha, Paulo Roberto Costa aceita fechar acordo de delação premiada com procuradores que atuam na Operação Lava-Jato para deixar a prisão.

16 de outubro
A Polícia Federal acredita ter conseguido fechar o ciclo de uma transação que teria envolvido o pagamento de propina de R$ 500 mil a dois diretores do fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, feito com empresas do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010, e de Alberto Youssef. A ação causou prejuízo de R$ 13 milhões ao órgão.

14 de novembro
A PF deflagra a sétima fase da Lava a Jato. Empreiteiras são o foco da investigação nesta etapa, que prendeu ainda o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e cumpriu 85 mandados em cinco estados e no Distrito Federal.


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