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Estado de Minas

Candidatos à Presidência preparam "armas" para o último embate na TV

Presidenciáveis participam de debate hoje à noite e traçam estratégias para conquistar votos


postado em 02/10/2014 00:12 / atualizado em 02/10/2014 08:08

Brasília – A se manter o nível de tensão das equipes dos presidenciáveis verificado ao longo do dia dessa quinta-feira, o último debate entre os candidatos ao Palácio do Planalto, marcado para esta quinta-feira à noite, na TV Globo, será o encontro mais agressivo de todos os que ocorreram até o momento. Mais do que nunca, a candidata do PSB, Marina Silva, estará no centro dos ataques de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), ambos com esperanças matemáticas distintas. A petista vai se empenhar para decidir a eleição no domingo. O tucano terá no confronto direto uma chance real para ser ele, e não a socialista, a se cacifar para a disputa de segundo turno no fim de outubro.


Os candidatos preparam-se para uma guerra hoje, a partir das 22h50. A presidente Dilma Rousseff passou a quarta-feira reunida no Palácio da Alvorada com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Previdência Social, Carlos Gabbas; da Comunicação Social, Thomas Traumann; e com o coordenador de mídias sociais da campanha, Franklin Martins. Checou e rechecou dados e números. Continuará o treinamento intensivo hoje, no hotel em que estará hospedada no Rio de Janeiro.

“Vamos bater na incoerência da Marina. Deu certo até agora, para que mudar? Teremos uma parte reservada para o Aécio também”, admitiu um aliado da presidente. “Nas nossas pesquisas internas, Aécio segue crescendo. Claro que, se ele se sair muito bem no debate, ganha fôlego. A rigor, esse encontro vale muito mais para ele que para nós”, disse um interlocutor dilmista.

Desconstrução

Aécio fez campanha ontem em São Paulo e, no fim da tarde, reuniu-se com o QG da campanha. O articuladores apontaram muito pouco para as armas que o tucano empunhará na noite de hoje. “O segredo para qualquer estratégia dar certo é a surpresa”, despistou um assessor aecista. Candidato a vice na chapa do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) declarou ao Estado de Minas que o embate direto se dá com mais eficiência no segundo turno do que no primeiro. “O modelo atual de debate prejudica a discussão política porque o encontro está cheio de candidatos que não são uma opção real para o eleitorado”, acrescentou.

De qualquer maneira, Aloysio ressaltou que a tática de desconstrução de Marina e de associá-la ao PT de Dilma Rousseff deu certo e que, por isso, não serão alterados o tom crítico e a agressividade para que a mensagem seja assimilada pelos eleitores e telespectadores.

A preocupação do estafe marineiro é com a voz da candidata. Desgastada, a candidata socialista já apareceu com a fisionomia cansada, e seus aliados atribuíram a isso o resultado abaixo do esperado no debate da TV Record. Segundo o coordenador-geral da campanha, Walter Feldmann, ela vai ficar estudando hoje com ele, ao lado de João Paulo Capobianco e Eduardo Gianetti da Fonseca.

Antes do debate da TV Globo, serão veiculadas as últimas propagandas eleitorais do primeiro turno das eleições presidenciais. A tendência é que sejam filmes leves, otimistas, com os candidatos agradecendo aos eleitores pela três meses de campanha e, claro, pedindo votos na disputa do próximo domingo.

Colaborou Daniela Garcia

 


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