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Estado de Minas

Saída de Mantega da Fazenda seria "por questões pessoais"

Mantega comunicou que não tem como ficar no governo no segundo mandato por questões pessoais. "Eu peço para que vocês respeitem isso", dissse Mantega


postado em 09/09/2014 00:12 / atualizado em 09/09/2014 07:11

Titular da Fazenda, Guido Mantega não ficará no governo em um eventual segundo mandato da petista (foto: Ueslei marcelino/Reuters)
Titular da Fazenda, Guido Mantega não ficará no governo em um eventual segundo mandato da petista (foto: Ueslei marcelino/Reuters)

Brasília –
A presidente Dilma Rousseff (PT) voltou a falar  nessa segunda-feira da saída do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a partir de 2015, caso ela venha a ser reeleita. “Eu vi que, depois que eu falei sobre a nova equipe, fizeram várias ilações sobre o Guido Mantega. Ele comunicou que não tem como ficar no governo no segundo mandato por questões pessoais. "Eu peço para que vocês respeitem isso”, afirmou ontem.

Na quarta-feira passada (3), Dilma disse que mudaria a equipe em um segundo mandato. No dia seguinte, ao ser questionada especificamente sobre Mantega, repetiu a frase, deixando claro que se referia ao ministro. Ele sentiu-se desconfortável com as afirmações da presidente e passou a entrar pela garagem do Ministério da Fazenda, evitando encontrar jornalistas na portaria. No domingo, após o desfile de 7 de Setembro, a chefe do Executivo tentou desfazer o mal-estar convidando o ministro para almoçar no Palácio da Alvorada.

Em entrevista ontem ao jornal O Estado de S.Paulo, Dilma negou-se a dizer quem ocupará o cargo, mas as apostas convergem para os economistas Nelson Barbosa e Otaviano Canuto. “Não vou nunca dizer quem vai ser ministro no meu segundo mandato. Quero te dizer que eu acredito piamente que o Brasil vai entrar em uma nova fase. Não estamos mais naquele momento em que tínhamos que segurar o país com as duas mãos, se não desempregávamos”, afirmou a presidente.

Mantega, que não comentou  nessa segunda-feira as afirmações da presidente, já havia comunicado a Dilma há meses que não ficaria em um eventual segundo mandato. A esposa do ministro teve câncer e ainda inspira cuidados. Ele está na Fazenda há nove anos, desde o fim do governo Lula, tendo se tornado o que mais tempo ocupou o cargo na história. Antes, foi ministro do Planejamento e presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em janeiro, ele completará 12 anos de governo. Embora a saída já fosse esperada, houve desconforto pelo tom usado por Dilma na semana passada. No mercado, Mantega virou motivo de brincadeiras. Passou a ser conhecido como “ex-ministro em exercício”.

Tombini fica no BC

Na corrida pela vaga a ser deixada por Guido Mantega num eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o atual presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, era quem mais ganhava pontos com Dilma, mas o nome dele perdeu força nas últimas semanas, justamente quando dois economistas que já foram cogitados para o cargo passaram a subir na preferência com a presidente: o ex-secretário da Fazenda Nelson Barbosa e o economista do Banco Mundial Otaviano Canuto. Tombini, por sua vez, continuaria à frente do BC, onde, para Dilma, “ele mostrou já mostrou ter feito um bom trabalho”, conforme asseguraram fontes do Palácio do Planalto.


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