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Estado de Minas

Marina poupa Dilma, mas fala em quadrilha

Marina acusou o governo do PT de manter "essa quadrilha que está acabando com a Petrobras"


postado em 09/09/2014 00:12 / atualizado em 09/09/2014 09:45

Marina Silva (PSB), candidata a presidente da República, que fez campanha em São Paulo nessa segunda-feira(foto: Bruno Santos/Reuters)
Marina Silva (PSB), candidata a presidente da República, que fez campanha em São Paulo nessa segunda-feira (foto: Bruno Santos/Reuters)

São Paulo – A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, acusou nessa segunda-feira o governo do PT de manter “essa quadrilha que está acabando com a Petrobras”, mas evitou responsabilizar pessoalmente a presidente Dilma Rousseff pelo escândalo de corrupção que acometeu a estatal. “Quem manteve toda essa quadrilha que está acabando com a Petrobras é o atual governo que, conivente, deixou que todo esse desmande acontecesse em uma das empresas mais importantes do país”, disse Marina, após visitar uma creche na capital paulista. “A presidente tem responsabilidades políticas. Eu não seria leviana em dizer que ela tem responsabilidade direta”, concluiu.

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A candidata do PSB defendeu a investigação do esquema bilionário de desvio de dinheiro na Petrobras doa a quem doer. “Não vou querer ganhar uma eleição a qualquer custo, a qualquer preço.” No sábado, a revista Veja informou que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa citou dezenas de políticos, em regime de delação premiada, que estariam envolvidos no escândalo, entre eles o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, companheiro de chapa de Marina, morto em 13 de agosto em um acidente aéreo em Santos (SP).

Marina não levantou dúvidas sobre a veracidade das denúncias de Costa, mesmo com a referência direta a Eduardo Campos. “É uma delação premiada. Com certeza o Ministério Público não iria premiar aquilo que não tenha base de realidade.”

CRECHES Marina visitou uma creche na região central de São Paulo que tem convênio com a prefeitura da capital, comandada por Fernando Haddad (PT). A candidata disse que aquela era uma boa experiência com exemplos que poderiam ser transformados em políticas públicas. No entanto, afirmou que a visita era técnica e que não significava nenhum alinhamento político. A candidata fez críticas à gestão do governo federal e disse que a presidente Dilma havia prometido 6 mil creches, “mas só entregou 400, e 700 estão em construção”. Questionada sobre quantas creches vai fazer caso seja eleita em outubro, Marina não quis se comprometer e disse que não trabalha com números. “Alcançaremos um número significativo e compatível com nossos quatro anos de governo”, declarou.

Durante a visita, Marina aproveitou para reforçar sua mensagem de não ser contra o pré-sal e dizer que essa será uma fonte importante de recursos para a educação. Também alfinetou o governo em relação às acusações de corrupção na Petrobras. “Queremos o bom uso dos recursos do pré-sal para a educação, e obviamente jamais para a corrupção, para que possa nos ajudar significativamente a aumentar o número de creches em todo o país”, disse. A creche Betty Lafer, na Região Central da capital paulista, atende a 200 crianças carentes em tempo integral, com atividades físicas, culturais, artísticas e fornecimento de seis refeições diárias. Marina foi recebida por crianças que fizeram uma apresentação de coral.

AGRONEGÓCIO A presidenciável do PSB disse não ter recebido qualquer tipo de pressão do agronegócio para fazer alterações em seu programa de governo. “Não houve nenhum tipo de pressão para que se mude isso no programa de governo, até porque não entendo em que isso faria bem ao agronegócio brasileiro”, disse ainda na capital paulista. Segundo reportagem, entidades ligadas ao agronegócio não gostaram da promessa colocada no programa de Marina de rever a política do uso de indicadores de produtividade para facilitar processos de desapropriação de terras destinadas à reforma agrária.
Marina defendeu que a função social da terra está na Constituição brasileira e que a maioria do agronegócio defende melhorar a produtividade. “Todos querem que nossa agricultura possa se dar em bases técnicas”, disse, e reafirmou sua proposta de que a produção brasileira cresça a partir de ganhos de produtividade.


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