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Estado de Minas

Aécio nega favorecimento na construção de aeroporto de parentes

O governo mineiro gastou cerca de R$ 14 milhões no espaço construído na terra controlada pelo tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino, no município de Cláudio, a 150 quilômetros de Belo Horizonte


postado em 21/07/2014 00:12 / atualizado em 21/07/2014 07:28

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, negou ontem, em longa mensagem na rede social Facebook, que o governo de Minas Gerais tenha construído aeroporto na fazenda de parentes, durante o segundo mandato do tucano à frente do estado. De acordo com reportagem publicada neste domingo no jornal Folha de S. Paulo, o governo mineiro gastou cerca de R$ 14 milhões no espaço construído na terra controlada pelo tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino, no município de Cláudio, a 150 quilômetros de Belo Horizonte.

A nota publicada pela coligação Muda Brasil, na página de Aécio, afirma que o “aeroporto foi construído em área pertencente ao estado, não havendo, portanto, o investimento público em área privada” e que de “forma incompreensível, o ex-proprietário da área é tratado na reportagem como dono do terreno”. Para o candidato tucano e ex-governador mineiro, ‘‘não se trata também de construção de um novo aeroporto, mas de melhorias realizadas em pista de pouso que existia há mais de 20 anos no local, realizadas por meio do ProAero, programa criado no governo Aécio Neves e que garantiu investimentos em inúmeros aeroportos do estado”. O terreno, segundo Aécio, já foi desapropriado e, portanto, pertence ao Estado.

Ainda a partir das explicações do tucano, em julho de 2011, foi enviada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a documentação necessária para homologação do aeroporto. O processo, segundo ele, não foi concluído. “Não houve nenhum tipo de favorecimento na implantação das melhorias na pista de pouso de Cláudio, como insinua a reportagem. O ex-proprietário não concordou com as bases da desapropriação definidas pelo estado e luta até hoje na Justiça contra elas. Até hoje ele não recebeu nenhum centavo.” Segundo ele, “todas as atitudes do governo de Minas Gerais referentes ao aeroporto de Cláudio se deram dentro da mais absoluta transparência e lisura.”

A coligação diz ainda lamentar que a reportagem da Folha não tenha citado que comumente muitos aeroportos locais são fechadas para evitar danos e invasões à pista, dando a entender que o controle da área seria uma exceção.

A mensagem afirma ainda que o governo de Minas tem buscado investir em aeroportos regionais e locais, como é classificado o do município de Cláudio, e que, como na área já havia uma pista de pouso, constatou-se que seria mais barato investir no local. Caso não o fizessem naquela área, teriam de ter optado por uma “solução mais cara para os cofres públicos.”

O governo de Minas divulgou nota ontem contestando toda a reportagem. Segundo a nota, não é verdadeira a afirmação de que o estado construiu um aeroporto em terras de parentes do ex-governador. “As obras só foram realizadas depois que a Justiça desapropriou a área em questão, transferindo a sua propriedade ao estado, o que ocorreu em março de 2008”, diz a nota, informando também que não houve construção de aeroporto, apenas melhoria no que já existia.


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