São Paulo - Na mais pesada e contundente manifestação aos promotores e procuradores, desde que teve início a campanha ao comando do Ministério Público de São Paulo, o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, rechaçou informação de que a instituição experimenta "gravíssima crise orçamentária" A reação de Elias Rosa tem um endereço: a Associação Paulista do Ministério Público, entidade de classe que publicou relatório na última sexta feira, 28, apontando "gravíssima crise orçamentária” na instituição.
Segundo o documento da Associação, que foi distribuído para toda a classe, a participação do Ministério Público na Receita Corrente Líquida do Estado caiu de 1,23% em 2005 para 0,923% em 2014."O teor alarmista do documento não guarda nenhuma proximidade com a realidade orçamentária e nem deve incutir receio de que a peça orçamentária já não contemple as obrigações assumidas e a serem assumidas pela Instituição", destaca Elias Rosa em carta a todos os promotores e procuradores de Justiça do Estado de São Paulo.
Segundo procurador, documento que aponta "crise orçamentária" no MP "não guarda nenhuma proximidade com a realidade". Foto: Rafael Arbex/Estadão
Para Elias Rosa, "o propósito de contribuir não está presente no documento (da Associação) encaminhado à classe, que certamente se presta a outros propósitos". "Diferentemente do que o documento afirma, o orçamento do Ministério Publico de São Paulo jamais experimentou retrocesso. Na verdade, sempre cresceu, assim como também cresceu a receita do Estado e os demais orçamentos públicos, e o crescimento aplicado ao orçamento da Instituição guarda correspondência com o das demais Instituições e Poderes."
