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Estado de Minas

Itália pedirá extradição de envolvido com Plano Condor

O Plano Condor foi um sistema de colaboração entre regimes militares do Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Chile para reprimir opositores das ditaduras dos anos 1970


postado em 03/03/2014 18:49 / atualizado em 03/03/2014 19:08

Porto alegre - Um dos 35 militares e políticos sul-americanos que o Tribunal de Roma vai julgar pelo assassinato e desaparecimento de cidadãos italianos durante o Plano Condor vive em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. É ex-coronel uruguaio Pedro

Antonio Mato Narbondo. O Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), que informou o paradeiro do militar em janeiro, também já soube que a Justiça italiana pedirá a extradição dele ao Brasil, revelou o presidente da organização, Jair Krischke, nesta segunda-feira.

"Como ele é filho de mãe brasileira e tem cidadania brasileira, o Brasil não vai extraditá-lo, mas, ao receber a acusação, terá de julgá-lo aqui", prevê Krischke, referindo-se aos impedimentos e possibilidades legais para o caso. Além da Itália, Narbondo é réu em processos judiciais na Argentina e no Uruguai por participação em operações de assassinato de políticos e sequestros de militantes contrários ao regime uruguaio em 1976.

O Plano Condor foi um sistema de colaboração entre regimes militares do Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Chile para reprimir opositores das ditaduras dos anos 1970. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo revelou na edição desta segunda-feira, 3, a lista dos julgados pela Justiça italiana tem 17 uruguaios, 12 chilenos, 4 peruanos e 2 bolivianos. As acusações são de sequestro, assassinato e desaparecimento forçado, considerados crimes contra a humanidade.


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