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Estado de Minas

Campos rebate crítica de Dilma e diz que não partirá para "briga de rua" contra ela ou o PT

Político disse que o debate tem que ser feito em outro nível e que é preciso que os candidatos tenham "humildade"


postado em 15/02/2014 06:00 / atualizado em 15/02/2014 00:13

Pré-candidato à Presidência, Campos disse que o governo está sem rumo (foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press - 21/1/14)
Pré-candidato à Presidência, Campos disse que o governo está sem rumo (foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press - 21/1/14)
Brasília – Aliado por quase 11 anos ao governo do PT, o pré-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) disse na manhã dessa sexta-feira, sem citar o nome da presidente Dilma Rousseff (PT), que faltou humildade à petista e que não partirá para “briga de rua” contra ela ou o PT. Ao ser questionado sobre a declaração de Dilma, que há alguns dias classificou como “caras de pau” os que dizem ter acabado o ciclo do PT no governo federal, Campos afirmou que o debate tem que ser feito em outro nível e que é preciso que os candidatos tenham “humildade”.

Tanto ele quanto Aécio Neves (PSDB) têm batido na tecla do esgotamento do modelo político capitaneado pelo PT desde 2003. “Não vamos entrar nas provocações, não vamos deixar que o debate sobre o Brasil resvale para a briga de rua”, afirmou Campos. O governador esteve em Brasília para participar da abertura da reunião do diretório nacional do PPS, partido que recentemente anunciou a intenção de apoiar sua candidatura à Presidência.

Em seu discurso, o pernambucano centrou ataques ao governo Dilma, seguindo a linha adotada desde que rompeu com o governo federal, em setembro, dizendo que a atual gestão está sem rumo e que as conquistas sociais e econômicas dos últimos anos estão sob ameaça. “A situação se degrada a cada dia.” Apesar de o PSB ter ocupado dois ministérios no governo petista – Integração Nacional e Portos –, Campos criticou particularmente o loteamento do governo entre os partidos. “Cada um quer um ministério, uma caixinha para chamar de sua, enquanto a sociedade quer o contrário”, afirmou, indicando apoiar a tese também defendida por Aécio de redução substancial do atual número de ministérios, atualmente em 39.

No evento, Campos também elogiou Aécio, político de “grande qualidade”, deixando clara a estratégia de uma campanha que não confronte a do tucano, já que os dois têm alinhavado um pacto de apoio em eventual segundo turno.

SÃO PAULO Presidente do PPS, o deputado Roberto Freire minimizou divergências com o PSB na formação de palanques regionais e disse que o projeto nacional é mais importante. O principal problema está em São Paulo, onde tanto o diretório regional socialista como o PPS preferem apoiar a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin, mas a Rede, da ex-ministra Marina Silva, exige candidatura própria. “Não é o local que vai determinar a política nacional, é a política nacional que vai ajudar a local. Não podemos ter candidatura presidencial que vai ser construída a partir dos problemas nos estados, que são legítimos, mas o projeto nacional tem que se afirmar para superar o que a vida coloca de obstáculos.”


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