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Estado de Minas

Ministro de Dilma prevê segundo turno em disputa presidencial em 2014

Gilberto Carvalho não acredita que a presidente liquide a fatura da disputa pelo Planalto na primeira votação e sinaliza que ela deve intensificar as viagens no ano que vem


postado em 21/12/2013 06:00 / atualizado em 21/12/2013 07:18

Após participar de uma cerimônia de Natal para os funcionários do Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou ontem não acreditar na reeleição de Dilma Rousseff em primeiro turno, na disputa do ano que vem. “Eu não tenho expectativa, não. Eu acho que vai ser uma eleição muito dura, muito suada, com muito respeito aos nossos adversários”, comentou. Segundo Carvalho, o PT vai “com tudo” para a campanha nas eleições em 2014 para garantir mais quatro anos no governo, mesmo com as últimas pesquisas mostrando uma vitória de Dilma em primeiro turno. “Será uma eleição dificílima, não temos dúvida disso. Nada de salto alto”, garantiu.

Apesar da preocupação do partido, o ministro disse que ainda não há um plano definido para a campanha, mas sinalizou que Dilma deve intensificar os deslocamentos às vésperas das eleições. “O que vai acontecer é que ela vai continuar a viajar bastante, primeiro, porque tem o que inaugurar, tem o que visitar, obras que estavam paradas foram retomadas, como é o caso da transposição, e outras. Viajando, além de tudo, você vê melhor as coisas”, afirmou.

Carvalho fez também um balanço positivo de 2013 e evitou falar da reforma ministerial, prevista para janeiro. Ele disse que deve ficar no Planalto, mas não deu certeza. “A tendência é continuar, mas posso ser candidato a ir para casa”, brincou. “Agora, vamos fazer de tudo para ganhar, porque a gente acredita, não para ficar aqui. Eu mesmo já não quero ficar aqui, 12 anos está bom demais”, declarou.

O ministro disse que toda a militância do PT está engajada na reeleição da presidente. Assegurou que todos estarão unidos, mesmo que haja críticas de alguns militantes em relação a Dilma, o que, segundo ele, é “natural”, dadas as limitações de um governo. Carvalho afirmou ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um papel importante no processo eleitoral e que está retornando ao trabalho cada vez mais. “A saúde dele está muito boa. Ontem, ele disse até que vai pensar em deixar a barba crescer de novo. A voz dele está a mil por hora”, contou, referindo-se ao processo de recuperação do ex-presidente de um câncer na laringe diagnosticado em 2011.


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