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Estado de Minas

Tucanos reforçam campanha em Minas para 2014

Presidenciável tucano, Aécio Neves volta ao estado hoje depois de uma série de encontros pelo interior de São Paulo. Em Montes Claros, Pimenta da Veiga já fala como candidato


postado em 02/12/2013 00:12 / atualizado em 02/12/2013 07:42

Luiz Ribeiro

Pimenta da Veiga visitou uma feira livre e cumprimentou eleitores:
Pimenta da Veiga visitou uma feira livre e cumprimentou eleitores: "Ter uma maior proximidade com os municípios é meu compromisso" (foto: Antônio Henrique/Agência One Public)

Embora o governador Antonio Anastasia tenha declarado que defende que o candidato do grupo palaciano à sua sucessão seja escolhido em janeiro, o ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB) já colocou o pé na estrada e fala como o pré-candidato a governador. Ontem, ele viveu um dia de campanha em Montes Claros, no Norte de Minas, onde espera hoje o senador e pré-candidato a presidente da República pelo PSDB, Aécio Neves, que está de volta a Minas depois de participar de encontros regionais pelo interior de São Paulo. No estado, Aécio já promoveu encontros semelhantes em Uberlândia, no Triângulo e em Poços de Caldas, no Sul. Também estarão presentes na reunião de hoje estrelas do grupo político aliado ao tucano, como Anastasia; o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP); o presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PP); e o presidente estadual do PSDB, deputado Marcus Pestana.

Para o encontro, marcado para as 11h30, no Automóvel Clube da cidade, estão confirmadas as presenças de prefeitos e lideranças de mais de 150 municípios da região e dos vales do Jequitinhonha e do Mucuri. O tema em debate é o fortalecimento dos municípios, que reclamam da diminuição de receitas, sobretudo, em virtude das quedas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Por causa da redução do FPM e outras fontes, os pequenos municípios voltam a enfrentar o drama da falta de recursos para o pagamento do 13º salário.

O assunto é explorado não somente por Aécio, mas também por Pimenta da Veiga, que ontem anunciou como uma das suas metas como postulante ao Palácio Tiradentes a mudança do pacto federativo para aumentar a arrecadação dos municípios. O ex-ministro já esteve em Uberaba, no Triângulo, e em Passos, no Sudoeste. “Estamos percorrendo o estado para ouvir os mineiros; para saber suas opiniões sobre questões administrativas e econômicas. O objetivo é termos uma perfeita avaliação sobre o sentimento mineiro”, afirmou Pimenta, que conta com o apoio de Aécio.

Em Montes Claros, cidade com 380 mil habitantes e cerca de 250 mil eleitores, o tucano visitou pela manhã a feira livre do Bairro Major Prates, onde cumprimentou pequenos produtores rurais. Também parou para fotos e para conhecer atrativos da região, como vidros de pimenta. Depois, participou de um almoço e de uma reunião com lideranças e prefeitos da região. Ele disse que o PSDB ainda está fazendo as últimas avaliações e que acredita que dentro de algumas semanas vai definir os nomes do partido que vão disputar a eleição em 2014.

PROGRAMAS
Em entrevista, Pimenta disse que sua intenção, se for eleito para a sucessão de Anastasia, é dar continuidade às ações implementadas pelo governo do estado que dão suporte aos municípios, tais como os programas Proacesso, Caminhos de Minas (pavimentação de estradas) e Pro-Municípios (recursos para infraestrutura). “Meu compromisso é ter uma proximidade cada vez maior com os municípios”, assegurou.

O pré-candidato tucano aproveitou para alfinetar o governo da presidente Dilmar Rousseff (PT), lembrando que a União fica com a maior parte da fatia dos tributos arrecadados e sacrifica os gestores municipais. Ressaltou que os programas criados pelo governo de Minas para auxiliar os municípios servem como uma válvula de escape para os prefeitos, que veem as receitas públicas diminuírem porque o governo federal absorve 70% de toda a arrecadação de impostos do Brasil. “O governo de Minas tem procurado suprir as necessidades dos municípios. Quero não apenas continuar com esse atendimento, mas também trabalhar para que possamos mudar o pacto federativo, fazendo com que os municípios tenham uma parcela maior na arrecadação de tributos do país”, afirmou.


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