
A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta segunda-feira que fará uma reforma ministerial para trocar ministros que pretender concorrer nas eleições de 2014. A presidente comentou o assunto ao ser indagada por jornalistas que acompanham a agenda dela em Lima, no Peru. Ao ser perguntada sobre o assunto, Dilma disse que não seguiria apenas com os secretários-executivos. E confirmou que seriam feitas mudanças. “Não, não, não. Eu vou fazer substituições”, afirmou.
Para o lugar do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, três nomes hoje estão na lista: o do Secretário de Gestão de Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales; o do Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, e o do secretário de Gestão Estratégica, Odorico Monteiro. Por levar o "carimbo" do Programa Mais Médicos, uma das principais apostas do governo Dilma para a campanha de 2014, Mozart Sales estaria à frente dos demais na preferência da presidente.
Com o possível licenciamento do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que poderá integrar o núcleo de campanha de Dilma, um dos nomes cotados para substituí-lo é o do secretário executivo, José Henrique Paim. Outra mudança considerada como "caseira" é a substituição da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pelo secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Gabas. A ministra deve disputar o governo do Paraná. Gabas é considerado como um quadro técnico, o que agrada a Dilma, e político, o que atende ao perfil desejado pelos parlamentares.
No Palácio do Planalto, também deve sair como candidata a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Atualmente, a vaga dela estaria sendo cobiçada por três nomes da bancada do PT da Câmara: o do ex-presidente da Casa Marco Maia (RS), Ricardo Berzoini (SP) e Nelson Pellegrino (BA).
Com Agência Estado
