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Estado de Minas

Projeto abre a tribuna da Câmara de BH para que cidadão reclame

Projeto de lei protocolado na Câmara de BH prevê dar espaço ao cidadão para reclamar da tribuna da Casa


postado em 11/10/2013 06:00 / atualizado em 11/10/2013 07:44

(foto: Arte/EM)
(foto: Arte/EM)

O que você falaria aos vereadores de Belo Horizonte se pudesse usar a tribuna durante sessão plenária? Opiniões sobre projetos de lei e as críticas disseminadas na internet e nas ruas contra os parlamentares da capital mineira podem passar a ser ditas diretamente a eles durante duas reuniões no mês. É o que prevê o Projeto de lei 746/2013, protocolado nessa quinta-feira no Legislativo Municipal. A proposta, no entanto, deve sofrer resistências para ser aprovada na Casa. Depois de ser palco de vários escândalos, de ter como principais matérias em tramitação mudanças de nomes de ruas, a criação de datas comemorativas e títulos de utilidade pública, os vereadores podem não gostar do que vão ouvir dos cidadãos.

De acordo com o projeto, “que institui a Tribuna Cidadã”, a população terá 15 minutos para falar depois da leitura dos projetos em pauta, sendo cinco minutos por pessoa. Para usar o microfone do plenário, o eleitor terá um longo caminho a percorrer: com antecedência de três dias, ele deverá protocolar um requerimento, por escrito, na presidência da Câmara, informando profissão, o segmento ou sociedade civil que representa, assunto a ser tratado, com a justificativa. O requerimento deverá ser assinado por dois vereadores. Terá prioridade quem não tenha usado a tribuna no ano e o primeiro a protocolar o pedido na presidência.

Um representante de cada partido terá dois minutos para falar, depois de o cidadão se manifestar. O texto diz ainda: “O uso da palavra na Tribuna Cidadã deverá obedecer aos princípios éticos e morais aplicáveis aos vereadores, vedando-se o uso de expressões chulas e caluniosas, contra a moral e os bons costumes ou ofensivas a outrem, sendo o orador responsável por todo e qualquer conteúdo expresso por intermédio de sua fala”.

O objetivo, segundo o autor da proposta, vereador Wellington Magalhães (PTN), é aumentar a participação popular na Casa. A proposta foi protocolada depois que a sede do Legislativo de Belo Horizonte foi invadido por duas vezes este ano e os parlamentares criticados por falta de diálogo durante esse período.

Interior

Em Arcos, no Centro-Oeste de Minas, o engenheiro civil, Antonio Victor Ribeiro de Oliveira, de 54 anos, lutou durante cinco anos para conseguir que fosse aprovado na Câmara Municipal da cidade o projeto que abre o microfone aos cidadãos. Ele lembrou que em 2011 recolheu assinaturas contra o aumento do salário dos parlamentares e o aumento do número de cadeiras na Câmara, mas foi impedido de entregar o abaixo-assinado em tribuna livre. A proposta foi aprovada no fim do primeiro semestre e, em agosto, pela primeira vez, os moradores de Arcos usaram o microfone. Segundo o engenheiro, as pessoas estão usando o plenário para debater problemas da cidade.

Para participar da tribuna em Arcos, o eleitor tem que se inscrever no centro de atendimento ao cidadão, com 24 horas de antecedência, o assunto tem de ser informado no momento da inscrição e tem de ter caráter coletivo. O tempo máximo para cada pronunciamento é de 10 minutos. A tribuna é aberta na primeira reunião ordinária de cada mês.


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