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Estado de Minas

Planalto nega troca de equipe e cobra empenho dos ministros

Diante dos rumores dos últimos dias, presidente Dilma se reúne com seus principais ministros e divulga nota afirmando que as especulações sobre mudanças na Esplanada não procedem


postado em 07/07/2013 00:12 / atualizado em 07/07/2013 08:51

Karla Correia

(foto: Marco Miatelo/estadão Conteúdo - 24/9/13)
(foto: Marco Miatelo/estadão Conteúdo - 24/9/13)

Brasília – Pressionada por mudanças na articulação política do governo, a presidente Dilma Rousseff descartou nesse sábado a intenção de fazer alterações na equipe. Ela passou o terceiro fim de semana consecutivo em reunião com o seu núcleo mais próximo de ministros e logo depois divulgou uma nota oficial negando a possibilidade de afastar algum nome da Esplanada. “Não procedem as especulações de mudanças ministeriais”, afirmou a presidente, em comunicado divulgado depois de quatro horas de reunião no Palácio da Alvorada com os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), além do ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins.

“Dos meus ministros quero determinação para manter o Brasil no caminho do crescimento, da inclusão social, da geração de emprego e renda e da estabilidade econômica”, disse Dilma, que cobrou da equipe empenho na realização dos cinco pactos firmados com prefeitos e governadores, que incluem melhoria nos serviços públicos, responsabilidade fiscal e reforma política com plebiscito.

O posicionamento público da presidente tenta suspender os rumores de uma reforma ministerial iminente, incluindo mudanças no primeiro escalão da equipe econômica do governo. As alterações na composição da Esplanada viriam como uma resposta às dificuldades com a crise de credibilidade da área econômica do governo, centrada no ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao abismo criado no relacionamento entre o Planalto e a base de sustentação do governo no Congresso. No núcleo político, quem está na linha de fogo é a comandante da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, preterida pela presidente na negociação com a base aliada.

Mercado

A nota também manda recado para acalmar o mercado, na tentativa de afastar as turbulências que acompanham os rumores de troca do ministro da Fazenda. Ao menos duas vezes, nas últimas semanas, integrantes do Planalto tiveram que se pronunciar negando a saída de Mantega do comando da principal pasta da área econômica do governo. As demandas por mudanças na articulação política partem inclusive da bancada do PT na Câmara, encarregada pela presidente de ajudar a reconstruir as pontes com legendas aliadas, em um processo de afastamento alimentado tanto pela queda na popularidade de Dilma, por conta das manifestações que tomaram conta do país, quanto pela postura adotada pela presidente diante da crise política.

Ciente da falta de apoio dos partidos aliados à sua principal bandeira – o plebiscito para validar uma reforma política com efeitos já para 2014 – a presidente começou a buscar reforços para seu projeto fora do Congresso. Na sexta-feira, em reunião com representantes de movimentos ligados aos trabalhadores do campo, Dilma buscou apoio para o plebiscito. Conseguiu das entidades a promessa de levantar a bandeira da consulta popular nas manifestações programadas para a próxima quinta-feira em todo o país. Centrais sindicais e o PT pretendem fazer do próximo dia 11 o Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações e angariar, nas ruas, o endosso à proposta de reforma política. No Parlamento, o apoio à reforma com efeitos para as eleições do próximo ano é rarefeito, na melhor das hipóteses. Líderes de partidos governistas sinalizam que só concordariam em discutir uma reforma política com validade a partir das eleições de 2016.


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