O desfecho da apuração da fraude na marcação de ponto na Câmara Municipal de Belo Horizonte gerou nessa terça-feira bate-boca entre o presidente da Casa, vereador Léo Burguês (PSDB), e o vice, Wellington Magalhães (PTN). Depois da sessão plenária que acabou por falta de quórum, os parlamentares se reuniram por cerca de uma hora e meia na Casa da Dinda – espaço dentro do plenário usado pelos vereadores para articular projetos e lanchar – para discutir como será o relatório final do corregedor, vereador Autair Gomes (PSC), que nem participou da reunião.
Gota d’água
O caso do pianista na Câmara foi apenas o estopim que explicitou a disputa de poderes entre Léo Burguês e Wellington Magalhães. Conforme relato de vereadores, os dois não andam se entendendo há meses porque o presidente estaria tomando atitudes sem consultar o vice. Um dos episódios que causou fúria em Magalhães, de acordo com as conversas de bastidores, foi a ida de Burguês ao Ministério Público para denunciar o caso do pianista. O tucano teria tomado a atitude sozinho.
O clima, no entanto, não anda ruim só entre os diretores. Os vereadores Orlei (PTdoB) e Marcelo Álvaro Antonio (PRP) também se desentenderam ontem. Eles alegaram que o motivo foram questões “do Executivo”, mas não entraram em detalhes. Depois de baterem boca na Casa da Dinda, ambos subiram para o gabinete de Marcelo Àlvaro Antônio onde, segundo eles, “fizeram as pazes”.
