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Estado de Minas

PR mineiro rachado sobre apoio após indicação de Dilma


postado em 04/04/2013 06:00 / atualizado em 04/04/2013 07:29

O fato de a presidente Dilma Rousseff (PT) não ter nomeado para o Ministério dos Transportes um deputado federal mineiro do PR, como era a expetativa da bancada do estado, antecipa o debate eleitoral no partido. Rachado, há deputados defendendo que a legenda, que está na base de sustentação do governo Antonio Anastasia (PSDB) em Minas, mantenha o apoio ao grupo tucano não apenas na disputa estadual, mas também ao senador Aécio Neves (PSDB), provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Por essa lógica, apesar de contemplada no governo federal com um dos ministérios mais cobiçados, a “seção mineira” da sigla não garantiria apoio à reeleição de Dilma. “O PR continua livre e com autonomia nos estados para caminhar como desejar, ou seja, hoje, em Minas, o PR caminhará com o projeto de Aécio e de Antonio Anastasia”, avisa Lincoln Portela, vice-líder do bloco PR, PTdoB, PRP, PHS, PTC, PSL, PRTB.


Diferente avaliação tem o deputado federal Aelton Freitas, que assumirá a presidência da legenda no próximo 12, em substituição ao deputado federal Bernardo Santana. “Na disputa ao governo de Minas temos toda chance de continuar com o governo do estado como nas três últimas eleições. Agora, no plano nacional, vamos ter de acompanhar a executiva nacional. Por mais que a gente queira, podemos ter liberdade no estado, mas na nacional duvido que a executiva nacional abra mão da gente”, avisa Aelton.

Embora a bancada federal mineira do PR tenha ótimo relacionamento com o baiano César Borges e elogie a escolha do ministro, há uma decepção e uma “falta de graça” visíveis, uma vez que existia a expectativa de que um dos cinco deputados federais do estado fosse escolhido. “Lutamos para que fosse de Minas. Mas nem tudo é como queremos. É uma pena”, considera Aelton Freitas, que acrescenta: “César Borges é um nome do PR, muito qualificado e respeitamos a escolha da presidente”. Entre os deputados da bancada mineira, Jaime Martins era o nome mais cotado. “Estive com ele na quinta-feira passada na Secretaria de Relações Institucionais e sai de lá certo de que ele seria o nomeado”, afirma Aelton Freitas, decepcionado com mais um caso na política daquele que “anoitece mas não amanhece”.

Também chateado, Jaime Martins afirmou: “Foi uma opção política da presidente. Mas ficamos tristes por ser um ministério que tem a cara de Minas. Aqui estão os maiores problemas da malha rodoviária e ferroviária. Certamente o estado precisa de atenção especial em nossa infraestrutura”. Mais comedido, Martins evitou antecipar a discussão eleitoral de 2014: “É cedo para avaliar. No plano nacional há a tendência de o PR continuar com a Dilma. Mas os nomes de Aécio Neves e de Eduardo Campos são muito respeitados. A decisão será só no ano que vem”, afirmou.


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