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Estado de Minas

Prefeitos lutam por R$ 400 milhões para combater a seca

Secretário diz que governo federal não estipulou limite. Expectativa inicial era assegurar R$ 258 milhões para Minas. Uso de GPS nos caminhões-pipa vai combater desvio de recursos


postado em 04/04/2013 06:00 / atualizado em 04/04/2013 07:28

Minas Gerais luta para abocanhar uma fatia maior de recursos dentro do pacote de R$ 9 bilhões anunciado anteontem pela presidente Dilma Rousseff (PT), para combater os efeitos da seca no semiárido brasileiro. Iniciamente, seriam destinados R$ 258 milhões para os 168 municípios mineiros castigados pela estiagem. “Mas ficou acordado com a presidente e o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) que não haverá limite de recursos. As verbas serão liberadas de acordo com as demandas e com os projetos apresentados. A nossa perspectiva é que o nosso estado consiga receber pelo menos R$ 400 milhões, pois as necessidades dos municípios atingidos pela seca são muito grandes”, afirmou o secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira. Ele participou de encontro ontem em Montes Claros, onde detalhou as ações de apoio às cidades castigadas pela falta de chuvas. A Coordenadoria de Defesa Civil anunciou o uso de GPS nos carros-pipa, que possibilitará o monitoramento das rotas, para combater o desvio de recursos públicos.


Anteriormente, havia sido divulgado que R$ 258 milhões seriam distribuídos aos 168 municípios do semiárido mineiro. O secretário que participou com o vice-governador Alberto Pinto Coelho do lançamento do pacote pela presidente Dilma durante reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), anteontem, em Fortaleza, explicou aos prefeitos que não existem números pré-fixados de recursos e ações. Tudo vai depender das demandas e dos projetos.


No caso da contratação de caminhão-pipa, uma das medidas emergenciais mais reclamadas pelas comunidades atingidas pela estiagem, explicou Pereira, só podem ser atendidos aqueles municípios que tiverem decretado estado de emergência. Até agora, existem 36 cidades mineiras nessa situação.

Pioneirismo

A tecnologia está sendo usada para tentar combater a malversação do dinheiro público, garantindo que a água chegue efetivamente às famílias castigadas pela estiagem severa. A Cedec implantou um sistema de GPS para o monitoramento dos caminhões-pipa, um modelo que é pioneiro no Brasil. O chefe da Cedec, coronel Luiz Carlos Dias Martins, explica que, anteriormente, eram recebidas informações das prefeituras sobre as comunidades rurais que deveriam ser abastecidas e autorizava a contratação do serviço. Ao contratar, era o município quem estabelecia as rotas. “A Defesa Civil não tinha controle para saber se realmente a água estava chegando ao seu devido destino”, explicou.


A remuneração dos donos dos caminhões também mudou, com o pagamento passando a ser feito por quilometragem percorrida., o que segundo ele, trouxe vantagens tanto para a Defesa Civil quanto para as comunidade e o pipeiro, que passou a ter mais interesse em percorrer toda a área, recebendo mais pelo serviço. “O objetivo é evitar, por exemplo, que, em determinada rota, ele atenda a primeira casa que encontrar em uma comunidade e volte atrás, deixando o restante das famílias sem receber água”, exemplificou o chefe da Cedec.


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