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Estado de Minas

Começa busca do apoio dos governadores para eleição presidencial em 2014

Presidenciáveis vão se reunir amanhã com correligionários para evitar a perda de aliados e discutir o pacto federativo


postado em 12/03/2013 06:00 / atualizado em 12/03/2013 07:25

O senador Aécio Neves vai se encontrar com colegas tucanos, como Anastasia (D), durante um jantar em seu apartamento de Brasília(foto: Paulo de Araújo/CB/D.A Press -18/8/11)
O senador Aécio Neves vai se encontrar com colegas tucanos, como Anastasia (D), durante um jantar em seu apartamento de Brasília (foto: Paulo de Araújo/CB/D.A Press -18/8/11)



Brasília – Uma semana depois de a presidente Dilma Rousseff ter reunido governadores e prefeitos de capitais em Brasília para anunciar a liberação de R$ 33 bilhões para obras de saneamento e mobilidade urbana, os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB), senador, e Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, também vão se reunir com governadores aliados para evitar o desgarramento dos respectivos rebanhos. Aécio receberá nesta terça-feira à noite, em seu apartamento em Brasília, os governadores tucanos, em um jantar organizado por Antônio Anastasia. Eduardo chegará à capital no fim do dia e deve encontrar-se com os seus correligionários, além de manter conversas telefônicas com outros governantes da Região Nordeste.

Mais do que garantir a base de apoio nos respectivos partidos, a intenção dos dois presidenciáveis é afinar o discurso das respectivas legendas em torno de uma bandeira que eles mesmos levantaram: a revisão do pacto federativo. Está marcada para amanhã uma grande reunião, organizada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para debater o tema no plenário da Casa. Assusta os governadores, sobretudo, a ausência de uma definição sobre o repasses dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE), além da polêmica distribuição dos royalties do petróleo.

Juntos, os dois presidenciáveis têm quase a metade dos governadores brasileiros: 12 dos 27 administradores estaduais são tucanos ou do PSB. Além de Aécio ser correligionário do governador de Minas, o partido governa São Paulo, com Geraldo Alckmin; Alagoas, com Teotônio Vilela Filho; e Goiás, com Marconi Perillo. O PSDB está no comando ainda em Roraima, com o governador Anchieta Hélcias; no Paraná, com Beto Richa; e no Pará, com Simão Jatene. Já Eduardo Campos preside a legenda do governador do Ceará, Cid Gomes; do Espírito Santo, Renato Casagrande; do Piauí, Wilson Martins; da Paraíba, Ricardo Coutinho; e do Amapá, Camilo Capiberibe.

Para o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), presidente do diretório estadual tucano, a pauta federativa é longa e inclui, além dos royalties e do FPE, o desequilíbrio no recolhimento do ICMS. Pestana acrescentou que os temas a serem discutidos no jantar dos governadores do PSDB serão administrativos e econômicos, mas reconhece que a presença de Aécio dará o tom político à reunião. “Como ele é nosso líder, nosso porta-voz e provável candidato à Presidência ano que vem, a presença de Aécio no jantar servirá para amarrar o discurso federativo do partido”, justificou Pestana.

Ele não acredita que a estratégia de sedução usada pela presidente Dilma na semana passada, quando anunciou, além dos R$ 33 bilhões para obras de saneamento e mobilidade urbana, a derrubada da contrapartida de estados e municípios para que os projetos se concretizem, seja suficiente para desmobilizar os governadores da oposição.

Pestana reconhece que o atual modelo de concentração de recursos nas mãos do governo federal serve para criar um certo grau de dependência em relação à União. Mas acrescenta que o amadurecimento democrático do país impede posições sectárias do Palácio do Planalto. “A própria presidente Dilma admitiu que se pode fazer o diabo durante as eleições, mas como governo, não”, declarou o parlamentar mineiro. “Só tenho medo das diabruras eleitorais e alopradas que eles estejam planejando”, provocou o deputado mineiro.

O secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, concorda com o raciocínio. Para ele, neste momento, é natural que alguns governadores sejam mais reticentes em comprar briga com a administração federal, pois necessitam manter uma relação política equilibrada com a União. “Não podemos confundir ações governamentais com questões eleitorais”, declarou Siqueira.

Integrante da máquina partidária, Siqueira garante que os governadores do PSB estão afinados com o partido e com a possibilidade, cada vez mais concreta, de o partido lançar Eduardo Campos candidato a presidente no ano que vem. “Até mesmo o Cid Gomes (Ceará)”, aposta o secretário-geral do PSB. Siqueira disse que o governador cearense tem todo o direito de ter a própria opinião – Cid tem repetido que, no momento, seria melhor para o PSB apoiar a reeleição da presidente Dilma e ter candidatura própria apenas em 2018. “Mas na hora que o partido tomar a decisão coletiva, tenho a certeza de que ele reforçará seu papel de homem de partido”, completou Carlos Siqueira.


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