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Estado de Minas

Novo prefeito de Porteirinha vai de carroça para cerimônia de posse


postado em 02/01/2013 00:12 / atualizado em 02/01/2013 08:37


O novo prefeito de Porteirinha, no Norte de Minas, o ex-vendedor ambulante Silvanei Batista (PSB), chegou à prefeitura em cima de uma carroça para tomar posse. Silvanei é filho do carroceiro Sebastião Batista dos Santos e derrotou na eleição o então prefeito, o empresário e pecuarista Juraci Freire Martins (PP), que declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 24,4 milhões – o terceiro maior entre os candidatos a prefeito do interior de Minas em 2012, incluindo cerca de 20 mil reses, 32 fazendas e 12 casas. Já a declaração de bens de Silvanei, de 34 anos, foi de apenas R$ 13,5 mil (uma moto Titan 2005 no valor de R$ 4,5 mil e uma Parati modelo 1992, avaliada em R$ 9 mil.


O novo prefeito de Porteirinha – que tinha sido vereador – relata que, por causa da sua proeza da “vitória do tostão contra o milhão”, ganhou notoriedade nacional, e alega que no início da campanha política sofreu desdém dos adversários, que nunca pensavam que, com a sua “pobreza”, conseguisse se eleger. Por isso, diz, prometeu que se eleito iria chegar para a posse em cima da carroça do seu pai.

A promessa do novo prefeito de Porteirinha foi cumprida em clima de festa, ontem à tarde. Montado na carroça ao lado do vice-prefeito Jaime Almeida (PPS), Silvanei saiu da casa de sua família, no Bairro Pedra Azul. Além do reforço para garantir a segurança do “passageiro ilustre”, a carroça recebeu uma pintura nova, na cor vermelha – a mesma da camiseta usada pelo ex-ambulante e do partido dele, o PSB. Correligionários e eleitores de Silvanei, principalmente pequenos agricultores que moram na zona rural do município, também decidiram participar da “caravana”, que contou com cerca de 150 carroças, segundo os organizadores.

A fila de carroças desfilou pelas principais ruas da cidade, parando em frente ao Centro Cultural, no Centro de Porteirinha (perto do prédio da prefeitura), onde  centenas de pessoas se concentraram para assistir à sessão solene da Câmara Municipal que deu posse ao novo prefeito. Antes do início da cerimônia, Silvanei trocou a camiseta por um terno.

O filho de carroceiro anuncia que vai fazer um governo “para todos”, mas sem deixar de atender as necessidades das pessoas mais simples, a grande maioria do seu eleitorado. “Cumpri a primeira promessa que fiz, que era chegar de carroça à prefeitura. A partir de agora quero cumprir os compromissos que assumi com o povo”, diz o novo prefeito.

Hospital Também no interior de Minas um outro prefeito tomou posse de forma inusitada, mas não por sua vontade. O empresário Geraldo da Costa de Paula, o Gê Paula, de 58 anos, novo chefe do Executivo de São João da Ponte, de 26 mil habitantes, no Norte do estado, foi empossado na tarde de ontem dentro da Santa Casa de Montes Claros, onde está internado desde o fim de novembro, sendo submetido a quimioterapia.

Gê Paula conseguiu se eleger prefeito de São João da Ponte depois de quatro derrotas consecutivas. Ele venceu o dentista Márcio Antonio Costa (PMN), que teve o apoio do ex-prefeito Fábio Cordeiro (PTB). Durante a campanha, ele visitou eleitores e participou de comícios na zona rural do município sem nenhum problema. Um mês depois da eleição ele passou mal ao participar de um encontro de prefeitos eleitos em Belo Horizonte. Ao procurar o médico, foi comunicado que estava com leucemia (câncer no sangue), iniciando o tratamento quimioterápico imediatamente. Ele foi diplomado dentro do hospital em 18 de dezembro. O prefeito eleito tinha a expectativa de que pudesse ir a São João da Ponte e, depois, continuar o tratamento, mas recebeu rordem médica de que não poderia sair do hospital.

Enquanto isso...

…Nno lombo do burro


Mesmo com a proibição da Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul, o prefeito eleito da cidade gaúcha de Passa Sete, Vanderlei Batista (PTB), usou um burro para se deslocar até a Câmara Municipal e tomar posse na manhã de ontem. A decisão judicial ocorreu na segunda-feira, mas nenhum policial ou oficial de Justiça apareceu para impedir a atitude inusitada do eleito. Durante a campanha, Vanderlei foi chamado de burro pelo opositor, Ataídes Lopes (PMDB), e prometeu que se ganhasse a eleição iria montado num burro para a posse. "Estou cumprindo a minha promessa", explicou. A decisão da juíza Luciane Glesse atendeu uma representação movida pelo adversário. Com o diploma na mão e pronto para começar o trabalho, Batista não teme que a brincadeira tenha consequências negativas. "Olhe, eu nunca tive apelido, mas se pegar, não tem problema. A gente leva na brincadeira", disse.

 

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