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Estado de Minas

"Tranquilo", Delúbio começava a prever a condenação no STF


postado em 10/10/2012 11:27

Fotografado certa vez fazendo de suas mãos cinzeiro para uma cigarrilha do então presidente Lula, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que apostara que o mensalão se tornaria piada de salão, assistiu nessa terça-feira, resignado, ao julgamento. “Estou tranquilo, vou ficar quieto”, disse ao Estado momentos antes de ter sua condenação confirmada pela maioria do Supremo Tribunal Federal.

Segundo amigos, Delúbio manteve-se calmo nos últimos dias e já se preparava para a condenação. Ele está em Goiânia desde o fim de semana. Manteve-se afastado das rodas sociais e não mergulhou nas eleições, que levaram à reeleição de Paulo Garcia (PT) à prefeitura da cidade. No domingo, o ex-tesoureiro, natural de Buriti Alegre, interior do Estado, votou em uma escola acompanhado do advogado e amigo Sebastião Juruna.

No início do ano, o Ministério Público abriu investigação contra o ex-tesoureiro do PT por propaganda extemporânea em uma revista da cidade. Delúbio era cotado para assumir a prefeitura, mas o julgamento do mensalão mudou seus planos. Em recente decisão, o Tribunal Regional Eleitoral determinou que o processo fosse analisado pelo juiz eleitoral da cidade.

Em outro processo, em tramitação na 7.ª Vara Criminal de Goiás, Delúbio, que era professor da rede estadual de educação, é acusado de peculato. Ele se diz injustiçado. No processo, arrolou como testemunha o governador Marconi Perillo (PSDB) e o deputado federal tucano Carlos Alberto Lereia, citado na operação Monte Carlo. A ação ainda não foi julgada.

Sobre eventuais recursos ao STF, ele evita comentar. “Fale com o dr. Malheiros”, diz o réu, defendido pelo advogado Arnaldo Malheiros Filho.


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