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Estado de Minas SEM PENSÃO E SEM ELEIÇÃO

Maria Lúcia Cardoso desiste da Prefeitura de Pitangui e acusa Newton de não pagar pensão


postado em 01/09/2012 07:11 / atualizado em 01/09/2012 07:19

A Justiça Eleitoral homologou ontem o pedido de renúncia da ex-deputada federal Maria Lúcia Cardoso (PMDB), candidata à Prefeitura de Pitangui, no Centro-Oeste de Minas. Ela procurou o cartório eleitoral na tarde de quinta-feira e alegou "motivos pessoais" para justificar a desistência. Depois de formalizar a sua desistência, Maria Lúcia contou ao Estado de Minas que foram problemas “emocionais e financeiros” que a fizeram abandonar o campo de batalha. “Estou desde fevereiro sem receber a pensão alimentícia e não tenho como custear os gastos de campanha e o sustento dos meus filhos.” Ela disse que a Comissão Provisória do PMDB, da qual faz parte, vai discutir nos próximos dias quem vai compor a nova chapa, já que sua coligação, "Começa um novo tempo” tem o apoio de 11 partidos.

O prazo para anúncio da nova composição é de 10 dias. Esta não é a primeira vez que ela abre mão de uma disputa eleitoral. Em 2010, Maria Lúcia requereu sua candidatura a deputada federal e, em julho do mesmo ano, desistiu da corrida por uma vaga na Câmara. Ao se lançar candidata, Maria Lúcia se reconciliou politicamente com seu ex-marido, deputado federa Newton Cardoso (PMDB), que governou o estado de 1987 a 1991 e tem a cidade como importante base eleitoral.

De acordo com Maria Lúcia, o valor total devido pelo ex-governador é de cerca de R$ 1,5 milhão, uma vez que, desde fevereiro, ele não faz a quitação da pensão alimentícia no valor de 300 salários mínimos e a compensatória de 196 salários mínimos, mensais. “Tenho três filhos e não tenho tranquilidade para enfrentar uma eleição com esse cenário.”

O casal se separou em 2009 e, desde então, os dois vivem em litígio em razão da partilha de bens de Cardoso, estimados em R$ 2,5 bilhões. O casal se separou em 2009. Quando Maria Lúcia transferiu seu título para a cidade e se lançou candidata, as especulações eram de que o ex-governador aceitara apoiar a mulher como forma de manter seu poder político na região.

Nesta eleição municipal, Pitangui tinha duas mulheres na disputa pela prefeitura. A chapa adversária de Maria Lúcia é encabeçada pela petisa Maria Isabel de Abreu Corgosinho, que sai ao lado de Paulo Vasconcelos de Carvalho (DEM). Corgosinho, que administrou a cidade em 2008, como vice-prefeita, chegou a assumir temporariamente a cadeira de chefe do Executivo municipal em 2010, quando o atual prefeito, Evandro Rocha Mendes (PT), teve o mandato cassado, acusado de uso indevido do transporte escolar e superfaturamento de verbas da educação. Mendes conseguiu voltar ao cargo e ela assumiu a diretoria do departamento de saúde.


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