Na véspera do julgamento do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o principal réu do processo, esteve nesta quarta-feira no Palácio do Planalto por cerca de uma hora, onde se reuniu com o secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais, Claudinei Nascimento. À saída, defendeu o pai e disse que o ex-ministro foi "injustiçado".
O deputado não soube dizer, no entanto, quanto ele tem de emenda que ainda não foi paga pelo governo. "Não tenho a matemática exata não. Não é muita coisa, não, mas também não é pouca coisa" comentou. O deputado Zeca Dirceu defendeu a absolvição de seu pai e disse que ele foi "injustiçado", "prejulgado" e "condenado". "Espero que o Supremo olhe os autos e dessa forma ele será absolvido", afirmou ele, acrescentando que, "como o julgamento é no Supremo, são os ministros que têm capacidade de julgar".
Zeca Dirceu salientou que o que o preocupa "é o que acontece fora do Supremo". E justificou: "Ele foi massacrado. Ele foi condenado antes de ter o julgamento. É um direito que todos têm de ter opinião, de prejulgar de fazer tudo. Mas é injusto, né? Por isso me preocupa, porque é injusto. Não é bom", comentou. Mas, conformado, o deputado desabafou: "quem está na vida publica tem de se sujeitar a isso e aguentar, né?".
