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Estado de Minas

Demóstenes diz que vai recuperar mandato no Supremo


postado em 11/07/2012 20:45

Seis horas depois de ter o mandato cassado, o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM sem partido-GO) anunciou nesta quarta à noite no Twitter que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reaver a sua cadeira no Senado. Pouco antes de tornar pública a decisão, Demóstenes telefonou para seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, para avisar que iria consultar constitucionalistas sobre a possibilidade de recorrer ao Supremo.

"Vou recuperar no STF o mandato que o povo de Goiás me concedeu" escreveu o ex-senador. "Os motivos são suficientes: fui cassado sem provas, sem direito à ampla defesa e sem ter quebrado do decoro".

Kakay disse que Demóstenes está livre para tomar sua decisão, mas não vai apoiá-lo. "Eu cumpri o meu papel. Para mim, o processo terminou hoje. A decisão do Senado é soberana", afirmou o advogado.

No último comentário, o ex-senador aproveitou para criticar a postura do senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo que o cassou. "Onde estão as provas dessas relações promíscuas? São as mesmas que o senhor sofreu aos sanguessugas?", perguntou, num comentário direcionado ao petista. "O próprio relator admite que 'agora, caberá à Justiça analisar o caso'. Porque, até agora não houve análise, houve massacre", criticou, em seguida.

Demóstenes se referia ao fato, ressaltado por ele em discurso nesta quarta, de que a Justiça demorou para absolver o relator das suspeitas de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, um esquema de desvio de recursos da época em que Costa era ministro da Saúde. A menção foi usada pelo senador cassado para pedir, em vão, mais tempo aos colegas do Senado antes de ser julgado. "Ele (Humberto Costa) provou que era um homem honrado: por que a minha cabeça tem que rolar?", questionou.

Sem postar um comentário desde o dia 7 de julho, o senador cassado disse que retomará o Twitter. "Vamos voltar a conversar por aqui. Falar de música, literatura, política. A esquerda me tirou o mandato, mas não a coragem", escreveu.


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