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Estado de Minas

Deputados italianos protestam contra decisão do Brasil de manter Battisti no país

Os parlamentares exibiram cartazes em uma sessão que contou com a presença de deputados brasileiros


postado em 06/07/2011 14:30

ESTRASBURGO, 6 JUL (ANSA) - Um grupo de deputados italianos membros do Parlamento Europeu protestou hoje contra a decisão do Brasil de não extraditar o ex-militante Cesare Battisti.

Os parlamentares exibiram cartazes em uma sessão realizada nesta quarta-feira que contou com a presença de uma delegação de deputados brasileiros da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Os cartazes continham inscrições do tipo "Battisti criminoso" e "Justiça para as vítimas de Battisti", além de fotos das quatro pessoas cuja morte foi atribuída ao ex-militante.

"Agimos para chamar a atenção do Brasil nesta sede, porque, por duas vezes, o Parlamento se expressou com resoluções pela extradição de Battisti e este apelo permaneceu inaudível", disse a deputada italiana Licia Ronzulli.

Já o deputado Mario Mauro, líder do partido governista italiano Povo da Liberdade (PDL) no Parlamento Europeu, afirmou que eles "repetirão este protesto na ocasião de qualquer visita de brasileiros ao Parlamento, e também porque sabemos que a presidente Dilma Rousseff foi convidada a vir aqui".

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

Preso no Brasil em 2007, dois anos depois, ele recebeu o status de refugiado político pelo então ministro da Justiça, Tarso Genro, o que impediu sua extradição.

O caso, no entanto, foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extradição, mas decidiu que a palavra final caberia ao presidente.

Em seu último dia de mandato, Luiz Inácio Lula da Silva acatou um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) e manteve o italiano no Brasil.

Os advogados da Itália, por sua vez, alegaram que a decisão do ex-presidente violava os tratados bilaterais e o caso voltou para o STF.

No último dia 8 de junho, os ministros do STF validaram a determinação de Lula e também anunciaram a libertação de Battisti, que estava em prisão preventiva em Brasília.


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