
Aliados de Marina - entre eles o presidente estadual da sigla, Maurício Brusadin -, encararam a medida como mais uma tentativa de Penna de enfraquecer o núcleo ligado à ex-candidata à Presidência. Desde o início do ano, o PV virou palco de uma briga interna entre o grupo de Penna e a ala da ex-senadora, que exige mudanças no partido.
Em resposta à decisão de Penna, Brusadin divulgou uma Carta Aberta aos Verdes com duras críticas ao presidente do partido. No texto, ele diz que Penna contraria o estatuto do PV e “define de sua cabeça os prazos de validade para as direções estaduais, de forma que elas fiquem sob seu controle”.
Aliados de Marina veem na medida de Penna um indicativo de que não há mais espaço para negociações. “Sempre há uma vontade de que o PV se torne um partido moderno, que funcione de acordo com os ideais que defende, mas isso está se tornando cada vez mais difícil”, disse à reportagem João Paulo Capobianco, que coordenou a campanha presidencial da ex-senadora. Procurado, Penna não quis se manifestar.
