
As articulações para 2012 passam necessariamente por 2014 e a tentativa de emplacar o nome do senador Aécio Neves como candidato a presidente da República pelo PSDB. As duas legendas escolhidas para o encontro não integram a base de sustentação do governo Dilma Rousseff: o PPS faz oposição ao lado de tucanos e democratas, e o PV adotou uma postura independente. “O PSDB tem o sonho de fazer Aécio Neves presidente da República. Então temos que articular com uma base que o sustente na campanha”, afirmou o presidente do PSDB em Belo Horizonte, deputado estadual João Leite.
O parlamentar negou que a atitude do PSDB – anfitrião do almoço – seja um indicativo de fim da polêmica aliança com o PSB e PT nas eleições de 2008. “Vamos conversar com o PSB, mas também com outros partidos”, argumentou. João Leite é um dos pré-candidatos da legenda para a disputa, ao lado dos deputados federais Rodrigo de Castro e Eduardo Azeredo. Mas, na busca de apoios para as eleições, os tucanos não descartam a possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa.
Também cotado para ser candidato a prefeito, o deputado Délio Malheiros (PV), que preside o partido na capital, afirmou que vai deixar claro no encontro a disposição da legenda em lançar um nome para a disputa. “Vamos conversar com todo mundo, até porque há discussões para aliança em primeiro turno, segundo turno e vice-prefeito”, disse. O parlamentar lembrou ainda que deve ser levado em consideração que a então senadora Marina Silva (PV) foi a candidata a presidente da República mais votada em Belo Horizonte nas eleições do ano passado, o que mostra uma simpatia do eleitorado com a legenda.
Protagonista
Nome mais forte do PPS para uma eventual candidatura à sucessão da Prefeitura de Belo Horizonte, a deputada estadual Luzia Ferreira defende que a legenda tenha um papel de protagonista nas eleições do ano que vem. Ela avisou ainda que não vai aceitar mais vetos à sua presença em uma chapa, como ocorreu em 2008. Na ocasião, os socialistas não puderam compor a chapa encabeçada por Marcio Lacerda por imposição do PT, que apresentou o então candidato a vice, Roberto Carvalho (PT). Na época, o PT nacional aprovou resolução proibindo a aliança com partidos que faziam oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva: PSDB, DEM e PPS. Assim como o PPS, o PSDB também apoiou a chapa informalmente.
