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Estado de Minas

PSDB arma plano B e articula candidatura própria para 2012


postado em 10/06/2011 06:00 / atualizado em 10/06/2011 07:38

"Vamos conversar com o PSB, mas também com outros partidos", afirma João Leite (foto: Alair Vieira 07/06/11)
Enquanto o prefeito Marcio Lacerda (PSB) não define com quem caminhará nas eleições do ano que vem – PT ou PSDB –, os tucanos já armam um plano B caso sejam os preteridos. Na segunda-feira, as principais lideranças do partido em Minas Gerais almoçam com representantes do PPS e PV para a primeira de uma série de conversas sobre a sucessão na Prefeitura de Belo Horizonte. Embora os dois partidos tenham pré-candidatos para a disputa, não descartam uma composição com o PSDB, ainda que seja apenas em um segundo turno das eleições.

As articulações para 2012 passam necessariamente por 2014 e a tentativa de emplacar o nome do senador Aécio Neves como candidato a presidente da República pelo PSDB. As duas legendas escolhidas para o encontro não integram a base de sustentação do governo Dilma Rousseff: o PPS faz oposição ao lado de tucanos e democratas, e o PV adotou uma postura independente. “O PSDB tem o sonho de fazer Aécio Neves presidente da República. Então temos que articular com uma base que o sustente na campanha”, afirmou o presidente do PSDB em Belo Horizonte, deputado estadual João Leite.

O parlamentar negou que a atitude do PSDB – anfitrião do almoço – seja um indicativo de fim da polêmica aliança com o PSB e PT nas eleições de 2008. “Vamos conversar com o PSB, mas também com outros partidos”, argumentou. João Leite é um dos pré-candidatos da legenda para a disputa, ao lado dos deputados federais Rodrigo de Castro e Eduardo Azeredo. Mas, na busca de apoios para as eleições, os tucanos não descartam a possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa.

Também cotado para ser candidato a prefeito, o deputado Délio Malheiros (PV), que preside o partido na capital, afirmou que vai deixar claro no encontro a disposição da legenda em lançar um nome para a disputa. “Vamos conversar com todo mundo, até porque há discussões para aliança em primeiro turno, segundo turno e vice-prefeito”, disse. O parlamentar lembrou ainda que deve ser levado em consideração que a então senadora Marina Silva (PV) foi a candidata a presidente da República mais votada em Belo Horizonte nas eleições do ano passado, o que mostra uma simpatia do eleitorado com a legenda.

Protagonista


Nome mais forte do PPS para uma eventual candidatura à sucessão da Prefeitura de Belo Horizonte, a deputada estadual Luzia Ferreira defende que a legenda tenha um papel de protagonista nas eleições do ano que vem. Ela avisou ainda que não vai aceitar mais vetos à sua presença em uma chapa, como ocorreu em 2008. Na ocasião, os socialistas não puderam compor a chapa encabeçada por Marcio Lacerda por imposição do PT, que apresentou o então candidato a vice, Roberto Carvalho (PT). Na época, o PT nacional aprovou resolução proibindo a aliança com partidos que faziam oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva: PSDB, DEM e PPS. Assim como o PPS, o PSDB também apoiou a chapa informalmente.


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