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Estado de Minas

Vereadores e deputados patrocinam festas e shows em busca da simpatia de eleitores


postado em 16/05/2011 06:22 / atualizado em 16/05/2011 07:42

Deputado Paulo Lamac (PT) promoveu dois dias de festa para a base eleitoral (foto: Marcos Michelin/EM/DA Press)
Deputado Paulo Lamac (PT) promoveu dois dias de festa para a base eleitoral (foto: Marcos Michelin/EM/DA Press)
A política é uma festa. Pelo menos esse parece ser o lema dos vereadores de Belo Horizonte e deputados estaduais votados na capital. Com a desculpa de comemorar o Dia das Mães, alguns bancaram festas em suas bases eleitorais, com distribuição de brindes e mimos para a criançada. Mas nem todos precisam de um motivo para patrocinar eventos, a não ser, é claro angariar a simpatia da população, principalmente os que pretendem disputar mais um mandato na Câmara Municipal em 2012.

No domingo foi a vez do vereador Pablito (PTC) e do deputado estadual João Vitor Xavier (PRP), até o ano passado vereador em Belo Horizonte, distribuírem presentes para a população do Bairro Pindorama, Região Noroeste da capital. Em parceria, os dois apoiaram uma festa com entrega de brindes para as mulheres da comunidade. No sábado, o deputado estadual Paulo Lamac (PT), também ex-vereador de Belo Horizonte, patrocinou uma festa de um grupo de samba no Bairro Pompeia, Região Oeste.

No fim de semana do Dia das Mães, Lamac promoveu dois dias de festa no Bairro Sagrada Família, com direito a rua fechada, palco com banda de música e brinquedos para a criançada. Em abril, ele patrocinou a ida de um grupo de crianças de uma creche municipal a um parque de diversões na Pampulha. Faixas convocando a população para as festas foram espalhadas pelas ruas da região. Em todas, o nome do vereador aparece como apoiador do evento.

Todos os domingos o vereador Paulinho Motorista (PSL) patrocina uma pagode, na praça do Bairro Santa Tereza. Em abril, o vereador Heleno (PHS) e o deputado estadual João Leite (PSDB), cotado como um dos pré-candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte, apoiaram a festa de comemoração dos 65 anos de um time de futebol amador da cidade. A comemoração, realizada em uma quadra do Bairro Sagrada Família, contou com a participação do vereador, que distribuiu camisas para os veteranos do time.

Na festa de domingo, patrocinada por Pablito e João Vitor Xavier, as mães que chegavam ao local ganhavam um cartão com uma mensagem do vereador. No verso havia um número para a participação do sorteio. No começo da festa, o orador do evento, Odilon Silva Araújo, agradeceu os brindes doados pelos comerciantes da região e também pelos parlamentares, que não estavam no evento. Durante a festa, no entanto, ele fez questão de dizer que aquilo “não tinha nada a ver com política”, mas afirmou que não podia omitir o nome dos parlamentares, ambos votados na região, pois eles tinham ajudado a realizar a homenagem às mães.

Assessores de João Vitor Xavier distribuíam santinhos com foto dele e um texto de homenagem às mães. Representando o vereador, uma assessora, identificada apenas como Arlete, entregou um dos brindes sorteados para uma das mães presentes. Nas redondezas da festa, faixas assinadas pelo deputado e panfletos com o nome do vereador convidavam para o evento, que distribuiu utensílios para a cozinha, como vasilhas de plástico e fruteiras, cesta básica, jogo de panelas, porta-retratos e outros presentes que estavam embrulhados. Todas as inscritas podiam participar do sorteio mais de um vez.

Microondas

No domingo do Dia das Mães, o vereador Geraldo Félix (PMDB) fez uma homenagem para as mães e também prestou contas de seu mandato em um evento promovido no Bairro Bom Jesus, Região Noroeste. Aproveitou o ensejo e distribuiu brindes de valor elevado para a população, como microondas e outros eletrodomésticos. Por causa disso, ele agora é alvo de uma investigação aberta pelo Ministério Público para avaliar se o evento caracterizou abuso de pode econômico ou compra de votos.

A distribuição de qualquer brinde ou vantagem ao eleitor em ano de campanha pode ser caracterizada como compra de voto, mas de acordo com o Ministério Público Eleitoral (MPE) isso não significa que a prática esteja liberada em outros períodos.


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