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Estado de Minas DEPOIMENTO

Lenine: Jackson tocava até Beatles no pandeiro

No centenário de Jackson do Pandeiro, investigamos por que vale ouvir a obra do músico


postado em 30/08/2019 04:00 / atualizado em 30/08/2019 13:25

Lenine, cantor e compositor

(foto: Acervo/ Memorial Jackson do Pandeiro)
(foto: Acervo/ Memorial Jackson do Pandeiro)


"A gente pelo menos está comemorando os 100 anos de nascimento do Jackson. A gente só lembra do Jackson devido à importante participação dele na produção cinematográfica brasileira em determinado momento: ele e Almira, que fazia par com ele.



A gente está reverberando essa obra incrível. Esse cara é ímpar.

Os artistas regravam Jackson por vários motivos: tem a polirritmia, isso é muito sedutor para quem ouve.



É incrível quando ouve como ele divide as coisas. Ele foi o rei da percussão de boca, o que fazia cada vez que interpretava uma canção. Jamais repetia uma interpretação. Tinha esse ‘instigamento’.

Não tem quem não ouça e não se comova, se faça seduzido por aquela malemolência, por aquele jogo de palavras.

Ele cantou de tudo e tudo que ele cantou, cantou muito bem.

Tem uma coisa que é bacana frisar. Quando uma expressão musical, assim como reggae, consegue, de tal maneira, ter uma alma tão poderosa, consegue adaptar qualquer tipo de canção e você transformar qualquer canção em reaggae e 'reggaeá-la'.

Assim é com o coco. Jackson foi um que defendeu isso até morrer. Ele dizia: ‘Tudo é coco’.

Pegava qualquer música dos Beatles e cantava no pandeiro dele, fazendo na base um coco.

Provava assim que o coco, assim como o reggae, tem essa capacidade incrível de ter alma própria. Jackson e coco: tudo!"


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