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Estado de Minas Pesquisa e desenvolvimento

HIV/AIDS: progresso no tratamento possibilita melhor qualidade de vida¹

O diagnóstico precoce e início de tratamento imediato com antirretrovirais reduzem as complicações da doença


GSK
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postado em 18/12/2020 12:00 / atualizado em 18/12/2020 13:12

(foto: Freepik)
(foto: Freepik)

 
Com a evolução dos tratamentos, a infecção pelo HIV/AIDS deixou de ser uma sentença de morte, passando à condição crônica manejável, mas continua desafiando a sociedade (ref.1). Ainda são necessárias campanhas de conscientização para alertar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento precoces (ref.2). No Brasil, há em torno de 920 mil pessoas vivendo com HIV, segundo o Relatório de Monitoramento Clínico do Ministério da Saúde de 2020 (ref.3) – em Minas Gerais, são 23.382 casos de infecção de HIV notificados entre 2007 a 2020 (ref.4).

Embora o Brasil tenha reduzido o número de óbitos relacionados à doença, que caiu 29,3% – de 5,8 por mil habitantes, em 2009, para 4,1 por mil habitantes em 2019 – a infecção pelo HIV tem crescido entre os jovens. A maioria dos casos no país é registrada entre os meninos/homens faixa etária de 15 a 29 anos (ref.4).

Minas Gerais é o sétimo entre dez estados, onde houve um declínio na taxa de detecção de AIDS nos últimos dez anos de monitoramento – cerca de 23%.  Além disso, é um dos estados com taxa de detecção de 11,2/100.000 habitantes inferior à nacional (ref.4).

Outro dado preocupante é o aumento dos casos de HIV/AIDS em idosos (ref.4). Em determinados locais no mundo, estima-se que em 2030, 70% da população com HIV será composta de pessoas acima de 50 anos (ref.5). 

Inúmeros fatores contribuem para o aumento do número de jovens e idosos com HIV, sendo o principal deles o não uso de preservativo durante as relações sexuais (ref.1). No caso da terceira idade, podemos adicionar o fato de hoje ter uma maior oferta de medicamentos contra a disfunção erétil, o que ajudou a prolongar a vida sexual (ref.6). 

O médico infectologista do Hospital das Clínicas da UFMG, André Diniz, comenta que “o controle da infecção pelo HIV/AIDS ao longo das décadas tornou a doença crônica, o que deu a falsa impressão para a sociedade de que a doença não é grave. Com isso, o medo da doença diminuiu, aliado ao desfecho positivo no tratamento, os jovens e os idosos passaram a não se preocupar com a infeção ao ter relações sexuais sem preservativos.

Por isso, o grande desafio atualmente é o diagnóstico precoce, pois há cerca de milhares de pessoas que não sabem que estão infectadas. É preciso incentivar a testagem no País”.


Estima-se que cerca de 100 mil brasileiros tenham o vírus sem saber


Por outro lado, a testagem ainda é um tabu: estima-se que existam aproximadamente 100 mil brasileiros vivendo com o vírus sem saber (ref.3). Além do risco de contaminar outras pessoas, sem a descoberta do vírus, este indivíduo é prejudicado por não usufruir dos benefícios do tratamento precoce à base de medicamentos antirretrovirais (ref.7). 

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, há exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e alguns testes rápidos podem ser encontrados a venda nas farmácias (ref.8).

Diniz reitera a importância da testagem para que, em caso positivo, o indivíduo inicie o tratamento com antirretrovirais o quanto antes. “Esses medicamentos têm a função de controlar e reduzir ao máximo a carga viral de maneira que, de três a seis meses, não é possível mais detectar o vírus circulando no organismo do paciente. É quando ele é considerado indetectável, o que significa que ele é portador do HIV, mas a quantidade de vírus é tão baixa que nem o exame é capaz de identifica-lo. Ao mesmo tempo que os antirretrovirais combatem o vírus, promovem também no aumento dos linfócitos CD4, que são as células de defesa do organismo, o paciente tem a possibilidade de ter uma vida completamente normal, se seguir o tratamento corretamente”. 

No Brasil, o tratamento contra o HIV é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (ref.7). O Programa Nacional de DST/AIDS do governo brasileiro, é reconhecido mundialmente por sua ampla atuação no campo de direitos humanos, prevenção e tratamento do HIV, responsável por  controlar a infecção e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com HIV em tratamento (ref.9).

Investimento em ciência


A evolução no manejo da infecção do HIV/AIDS no Brasil – hoje caractecterizada como doença crônica – se deve também às alianças estratégicas entre empresas privadas e institutos de pesquisa públicas, por meio de transferências de tecnologia e expertise para se produzir localmente os medicamentos cada vez mais inovadores. 

Um exemplo é a recente parceria entre a GSK, que por meio da ViiV Healthcare se dedica exclusivamente ao desenvolvimento e produção de medicamentos para o HIV - e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz). Esta aliança permitirá o desenvolvimento de antirretrovirais no Brasil, melhorando a capacidade nacional de produção de medicamentos para o tratamento de pessoas que vivem com HIV. A colaboração prevê a fabricação local de uma combinação de dois medicamentos já existentes, que resultará em uma nova terapia que pode trazer mais qualidade de vida e menos efeitos colaterais aos pacientes.
 
 
 

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2020.
  2. UNAIDS. 90-90-90 Uma meta ambiciosa de tratamento para contribuir para o fim da epidemia de AIDS. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2020. 
  3. BRASIL. Ministério da Saúde.  Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Relatório de Monitoramento Clínico do HIV 2020. Disponível em: Acessado em: 03 dez. 2020 
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS 2020. Disponível em: . Acesso em: 03 dez. 2020
  5. WING EJ. HIV and aging.International Journal of Infectious Disease. 53:61-68.2016. 
  6. O ESTADO DE SÃO PAULO. Casos de HIV e AIDS entre idosos crescem. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2020.
  7. BRASIL. Ministério da Saúde.Tratamento para o HIV Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2020.
  8. BRASIL. Ministério da Saúde. Diagnóstico do HIV. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2020.
  9. Telelab. ONU aponta Brasil como referência mndial no controle a Aids. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2020.

 
NP-BR-HVX-PRSR-200007 – Dezembro/2020


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