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Estado de Minas

Insuficiência cardíaca: o que é e como preveni-la?


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postado em 20/08/2018 17:29 / atualizado em 20/08/2018 17:43

Heberth Miotto é coordenador médico do centro de tratamento intensivo do Hospital Biocor(foto: Biocor Instituto/Divulgação)
Heberth Miotto é coordenador médico do centro de tratamento intensivo do Hospital Biocor (foto: Biocor Instituto/Divulgação)

A insuficiência cardíaca caracteriza-se por ser uma doença crônica em que o coração não bombeia o sangue na quantidade que deveria ou somente o faz quando a pressão do sangue dentro do coração atinge valores muito elevados. 

Portanto, de acordo com Heberth Miotto, especialista em cardiologia e terapia intensiva e coordenador médico do Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Biocor, ela pode ocorrer quando o coração não consegue bombear o sangue para os vasos, ou encher-se de sangue adequadamente.

Ele explica que, na primeira situação, o coração vai dilatar-se, principalmente às custas do ventrículo esquerdo, e, no segundo caso, o músculo cardíaco fica endurecido, não conseguindo acomodar todo o sangue que retorna, gerando uma alta pressão dentro do coração.

No Brasil ocorrem mais de 2 milhões de casos novos de insuficiência cardíaca por ano, gerando grande problema de saúde pública. “Além de matar mais que alguns tipos de câncer, ela pode passar despercebida por vários anos antes de começar a se manifestar”, afirma

Heberth Miotto, que também é coordenador da especialização de clínica médica do Biocor Instituto. No país, a causa mais comum é a doença arterial coronariana(DAC), na qual há um estreitamento dos vasos coronarianos, que são responsáveis por levar oxigênio ao músculo cardíaco, pela presença de placas de gordura podendo levar à isquemia e ao infarto. “Também podem levar a essa condição clínica alterações nas válvulas cardíacas, níveis pressóricos não controlados, inflamações do músculo cardíaco, doença de chagas e outras causas.”

Fatores de Risco

Heberth Miotto observa que um fator de risco único pode ser suficiente para causar insuficiência cardíaca, mas uma combinação de fatores também pode aumentar o risco da doença: pressão arterial elevada; doença arterial coronariana; ataque cardíaco; diabetes e alguns medicamentos para tratar a doença; apneia do sono; cardiopatias congênitas; infecção por vírus; consumo exagerado de álcool e batimentos cardíacos irregulares.

“Geralmente, a insuficiência cardíaca é comum em pacientes com pressão alta pois o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, provocando dilatação do coração ao longo dos anos. A insuficiência cardíaca não tem cura, mas pode ser controlada com o uso regular de remédios orais e cuidados com a alimentação, além de consultas regulares ao cardiologista.”

Os sintomas incluem cansaço frequente; tosse excessiva durante a noite; inchaço nas pernas, tornozelos e pés ao final do dia; falta de ar ao realizar esforços ou em repouso;  palpitações e calafrios; inchaço abdominal; palidez e dificuldade para dormir com cabeceira baixa.

“O principal sintoma de insuficiência cardíaca é o cansaço progressivo que se inicia após grandes esforços, mas que com o tempo pode aparecer até mesmo em repouso. Frequentemente requer exames laboratoriais ou de imagem, tem curso crônico, podendo durar vários anos ou a vida inteira.”

O tratamento deve ser orientado por um cardiologista e, normalmente, inclui o uso de remédios para baixar a pressão, remédios para o coração ou diuréticos.“ Além disso, é recomendado que o paciente reduza o consumo de sal e de líquidos e faça exercício físico regular.”

Segundo ele, o tratamento pode incluir a ingestão limitada de sal e de líquidos, bem como o uso de medicamentos com prescrição. “Em alguns casos, pode ser implantado um desfibrilador ou marca-passo. Nos casos mais graves de insuficiência cardíaca, em que o paciente não faz o tratamento de forma adequada ou não há uma resposta satisfatória, pode ser necessário fazer um transplante de coração.”

Responsável técnica: Dra. Erika Corrêa Vrandecic, CRM/MG 28.946


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