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Estado de Minas INFORME ESPECIAL

Conjuntivites virais: Entenda e saiba como se prevenir


Biocor
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postado em 10/04/2018 17:44 / atualizado em 10/04/2018 17:49

Graciele Aparecida Faria Couto e Anna Christina Higino Rocha, oftalmologistas do corpo clínico do Biocor Instituto(foto: INSTITUTO BIOCOR)
Graciele Aparecida Faria Couto e Anna Christina Higino Rocha, oftalmologistas do corpo clínico do Biocor Instituto (foto: INSTITUTO BIOCOR)

O assunto do momento é a conjuntivite. A percepção geral é de que estamos passando por uma epidemia. Como evitar ser mais uma vítima? O primeiro passo é saber mais sobre a doença. As médicas oftalmologistas Graciele Aparecida Faria Couto e Anna Christina Higino Rocha, do corpo clínico do Biocor Instituto, explicam que conjuntivite significa inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte anterior da esclera (parte branca do olho) e a face interna das pálpebras. É comum nos consultórios de oftalmologia e é o diagnóstico mais provável em pacientes com olhos vermelhos e secreção ocular, afirmam.

A conjuntivite aguda geralmente é uma condição benigna e autolimitada. Mas tem que ser diferenciada de doenças como glaucoma agudo, uveítes (inflamações intraoculares) e ceratites infecciosas (infecção na córnea). Essas doenças podem causar olho vermelho, mas, em contraste com as conjuntivites, oferecem risco à visão. Por isso deve-se consultar um oftalmologista.

As conjuntivites podem ser classificadas em infecciosas e não infecciosas. As médicas explicam que as infecciosas são mais comumente causadas por vírus e bactérias. As não infecciosas podem ser alérgicas ou não alérgicas (tóxicas, por ressecamento etc.)

A bacteriana é muito mais frequente em crianças que em adultos, por exemplo. Já a conjuntivite viral é a mais comum nas duas faixas etárias. Segundo as especialistas, o agente causal mais comum nas conjuntivites virais é o adenovírus. A conjuntivite pode ser a única manifestação da infecção por adenovírus ou pode ser seguida de febre, dor de garganta (faringite), sinais gripais e aparecimento de um nódulo doloroso à frente da orelha (adenopatia preauricular). As apresentações clínicas da conjuntivite pelo adenovírus incluem a conjuntivite isolada, a febre faringoconjuntival e a ceratoconjuntivite epidêmica.

A conjuntivite viral apresenta-se com olhos vermelhos, lacrimejamento ou secreção mucoserosa, sensação de queimação, de coceira ou de areia nos olhos. A secreção geralmente é maior ao acordar e ao longo do dia predomina o lacrimejamento, às vezes com um pouco de muco. O segundo olho geralmente é acometido em 24 a 48 horas, mas sinais e sintomas unilaterais não excluem o diagnóstico de conjuntivite viral. É frequente ocorrer um pequeno nódulo doloroso à frente da orelha, que também pode ocorrer na conjuntivite por clamídia. A evolução é semelhante à de uma gripe. É autolimitada, mais sintomática nos primeiros 3 a 5 dias e vai melhorando até sarar em duas a três semanas.

A febre faringoconjuntival é mais comum em crianças e causa febre, dor de garganta e sinais gripais, além da conjuntivite.A ceratoconjuntivite epidêmica apresenta sintomas exuberantes, como ceratite e conjuntivite. É causada por adenovírus tipos 8, 19 e 37. O mesmo vírus que causa ceratoconjuntivite em um paciente pode provocar conjuntivite comum em outro, provavelmente por diferenças imunológicas entre as pessoas. Além dos sintomas da conjuntivite viral, os pacientes com ceratoconjuntivite epidêmica apresentam sensação mais intensa de corpo estranho no olho, visão embaçada e desconforto com a claridade. 

A seguir, os sinais de alerta de que o olho vermelho pode não ser uma simples conjuntivite, mas uma doença mais grave, tais como ceratites, uveítes e glaucoma agudo: piora da visão; vermelhidão mais intensa ao redor da córnea; dor com a claridade (fotofobia) que ocorre em ceratites, irites, abrasões corneanas; acentuada sensação de corpo estranho que impede o paciente de abrir os olhos; manchas opacas na córnea; pupila com abertura fixa; dor de cabeça e vômitos.

A conjuntivite viral é altamente contagiosa e espalha- se pelo contato direto com o paciente, suas secreções ou objetos contaminados. O paciente deve lavar as mãos sempre que mexer nos olhos, usar lenços descartáveis para limpar os olhos, não compartilhar toalhas e travesseiros, não compartilhar cosméticos, evitar contato rosto a rosto, não compartilhar óculos e lentes e evitar piscinas. Locais fechados com aglomeração de pessoas são mais propensos à propagação da conjuntivite.
Ela ocorre ao longo do ano, mas pode haver surtos epidêmicos. Os surtos são mais frequentes no verão, mas também podem ocorrer no inverno.

Não há um tratamento antiviral específico para conjuntivite por adenovírus. Existem tratamentos apenas dos sintomas, como na gripe. Compressas frias, uso de lubrificantes gelados e, em casos específicos, uso de anti-inflamatórios.

Responsável Técnica: Dra. Erika Corrêa Vrandecic, CRM/MG 28.946

Alameda Oscar Niemeyer, 217 - Vila da Serra
Fone: (31) 3289 5000
www.biocor.com.br


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