Kleber Pereira Gonçalves
Belo Horizonte
Muito oportuno o artigo de Anna Marina no Estado de Minas de 24 de fevereiro: Ovo no verão. Essa matéria muito bem elaborada faz contraponto às várias lendas sobre esse alimento e outros. Na minha cidade do interior, Paracatu, o uso do ovo fazia parte do café da manhã de todos nós, normalmente dois ou três e o aprecio de todas as formas apontadas, certo de que traz muitos benefícios. Interessante que ao lado do ovo a comida era feita com banha de porco, o leite e a manteiga só eram considerados bons quando gordos e as pessoas viviam muito, apesar de desprovidos de quase tudo. Nem sabíamos o que era ortodontia, psicologia, pediatria, geriatria, ortopedia e quejandos. Nossos médicos eram todos eles clínicos, que faziam diagnósticos sem tomografias, radiografia, ressonância magnética, cateterismo e inúmeros exames de laboratório. Tinham de ser craques na anamnese, na apalpação e na auscultação. Como na música de Ataulfo Alves, éramos felizes e não sabíamos.
