Luiz Carlos Amorim
Florianópolis
“Nosso grande poeta Quintana faz aniversário neste 30 de julho e completaria, se vivo fosse, 116 anos. Mas ele não continua vivo, na sua prosa e na sua poesia, obra imortal que o conservará para sempre em nossos corações, em nossa memória?
Então, há que se comemorar. Como deixar passar em branco o aniversário do grande poeta? Não só comemorar com grande programação para lembrar o nosso poeta passarinho, como Porto Alegre faz todo ano, mas ler Quintana, publicar Quintana, declamar Quintana, falar da grande figura humana que ele foi, falar da grande obra que ele deixou, que o torna imortal para todos nós.
Em 30 de julho de 1906, nascia Mario Quintana, em Alegrete, no Rio Grande do Sul, para encher o mundo de poesia, para trazer poesia a todos nós, para ser o ícone da poesia brasileira como ele foi e continuará sendo, para sempre.
Quintana foi o poeta que difundiu a poesia, publicando-a em jornais, tornando-a conhecida e apreciada. Foram os versos do nosso imortal poeta que aumentaram exponencialmente o número de leitores de poesia de meados do século passado pra cá. Com todo o talento que Deus lhe deu, ele tornou a sua poesia conhecida em todo o Brasil e até pelo mundo.
Então, no aniversário do poeta, nosso tributo e o agradecimento pela sua obra, pela sua sensibilidade e humanidade, por nos fazer descobrir que gostamos de poesia. Parabéns, poeta. Os arco-íris, o sol, a chuva, as estrelas ainda nos trazem seus versos, pedaços dos poemas que continua produzindo e que joga para nós lá do andar de cima, céu abaixo, onde continua escrevendo sentimentos e emoções com Coralina, com Drummond, com Pessoa...
Parabéns a você, nosso poeta menino, nosso poeta passarinho. Todo o nosso carinho a você. Pediremos a Cora Coralina que
lhe dê um beijo e um abraço por nós. Amamos você, a sua poesia,
a sua alma.”
*Escritor, editor e revisor. Fundador e presidente do Grupo Literário A Ilha
