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Estado de Minas Brasil

Bandidos e discurso de ódio


29/06/2021 04:00

Múcio Batista de Souza
Belo Horizonte

“A mídia noticiou o término da caçada ao mateiro que transtornou a vida de muitas centenas de moradores de zonas rurais, em Goiás e no Distrito Federal, durante 20 dias. Um homem acusado de assassinar uma família e de ter praticado muitas outras atrocidades. Um bandido igualzinho a milhares de outros bandidos que vivem e agem em milhares de cidades brasileiras. Mas, como os milhares de bandidos citadinos, o bandido rural não lutou por ideais políticos. O mateiro buscava, tão somente, resguardar sua miserável vida. Os bandidos urbanos buscam bens materiais, especialmente desagregando a sociedade com a venda ou distribuição de drogas, assaltos a bancos e furtos e roubos de celulares e bolsas femininas, sem falar nos estelionatários, de ‘colarinho branco’. Se divulgada a despesa com a caçada do tal Lázaro, o povo ficará estarrecido! Muitos helicópteros, centenas de viaturas, centenas de policiais, milhares de litros de combustíveis diversos, alimentação etc., etc. Não pretendemos ser um arauto de lutas fratricidas. Mas o presidente Bolsonaro, desde sua posse, vem cada vez mais dividindo o pacato povo e incitando o ódio entre os brasileiros. Ora, um presidente – não importa as agressões no decorrer de uma campanha eleitoral – tem de governar para todos os nacionais.  Jamais poderia o nosso atual presidente copiar e repetir o que disse Lula e o seu PT, durante os 16 anos de desgoverno e roubalheira: ‘nós contra eles’. Não é preciso ter uma pequena formação militar, adquirida em Tiros de Guerra; não basta ter instrução e/ou uma visão superficial da trágica ação da ‘guerra de guerrilha’, que tiveram e, com certeza, ainda têm cadetes de academias militares e, também, no decorrer dos anos de caserna, bem como os aspirantes a oficial da reserva, nos CPOR/NPOR, em diversos estados da Federação.  Parafraseando Café Filho, digo: ‘Lembremo-nos de 1964’!. O ódio, aliado a treinamento, ainda que precário – num primeiro momento – levará nosso país a um desastre inimaginável. Essa pode não ser uma visão premonitória. Mas é a visão de uma pintura que o povo vislumbra, hoje, de nosso país e teme, teme muito.”

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