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Estado de Minas artigo

Trombose e a morte de pessoas com câncer

O doente oncológico tem maior probabilidade de desenvolver distúrbios de coagulação e consequentemente a complicação


27/11/2021 04:00



Daniel Dias Ribeiro
Médico hematologista, patologista clínico
e diretor do Laboratório São Paulo

O Dia Internacional da Luta contra o Câncer, 27 de novembro, alerta para uma complicação que ainda é pouco debatida: a trombose é a segunda causa de morte de doentes oncológicos no mundo. A incidência de trombose em pacientes com câncer é até sete vezes maior do que em pessoas saudáveis. O doente oncológico tem maior probabilidade de desenvolver distúrbios de coagulação e consequentemente a complicação. Cerca de 10% dos pacientes com câncer terão trombose, que se manifesta quando ocorre a formação de coágulos potencialmente fatais nas artérias ou veias. Os coágulos de sangue, normalmente, ocorrem nas veias da perna (trombose venosa profunda - TVP), que podem se fragmentar e chegar através da circulação até os pulmões e causar a embolia pulmonar (EP).

Além do câncer elevar as chances de trombose, o tratamento da doença, que pode incluir sessões de quimioterapia, repouso e o pós-operatório, também contribui para aumentar as ocorrências dessa complicação. Alguns tipos de câncer se associam a maior risco de tromboembolismo venoso (TEV), como os tumores no cérebro, estômago, pâncreas, linfomas, rins e ovário.



A informação e a prevenção são as melhores medidas para reduzir a incidência e o óbito por incidência do TEV em pacientes oncológicos. É possível realizar algumas medidas de profilaxia logo que a pessoa é diagnosticada com o câncer, antes e depois de cirurgias e internações. É preciso fazer uma avaliação individual e, em algumas situações, utilizar medicamentos, como anticoagulantes para prevenir a trombose. O TEV em pacientes com câncer pode exigir internação, atrasar o tratamento (quimioterapia, radioterapia) e reduzir a sobrevida.

É fundamental que o paciente oncológico e familiares fiquem atentos aos sinais do TEV. Cerca de 70% dos casos ocorrem nas pernas, outros 25% são no pulmão e os 5% restantes em outros órgãos, como o cérebro. Entre os sintomas, estão: dor ou desconforto na panturrilha ou coxa, aumento da temperatura e inchaço da perna, pés ou tornozelos, vermelhidão e/ou palidez, sensações e/ou falta de ar, dor no peito (que pode piorar com a inspiração), taquicardia, tontura e/ou desmaios.


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