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A Grécia, os sete mares e a vida

Somos um povo diferenciado que, apesar das adversidades, continuamos acreditando e lutando por um futuro melhor


03/08/2021 04:00

Alexandre Cézar de Oliveira Melo
Professor, administrador e supervisor do setor de comunicação social do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG)
 
Da Grécia Antiga herdamos o legado dos jogos olímpicos. A tradição das Olimpíadas atravessou a história da humanidade e evoluiu, assim como os hábitos, as tradições e a cultura, mas preservando valores essenciais que são a amizade, a excelência e o respeito. Na época da Olimpíada, cada um procura dar o seu melhor, buscando superar os seus desafios. Entretanto, a humanidade entrou, forçosamente, em outro clima há um ano e meio em virtude da pandemia da COVID-19.
 
Assim como os atletas olímpicos que adaptaram seus esquemas de treinos e fizeram reajustes em suas rotinas, todos nós tivemos que nos reinventar, mantendo acesa a chama da esperança. O significado da chama olímpica é a pureza da eterna juventude e serve de elo entre o berço das Olimpíadas na Grécia e as cidades-sede, dos jogos contemporâneos. A força da pandemia apagou a chama em 2020, mas a esperança fez com que a tocha olímpica fosse acesa em 2021.
 
Das ruínas da Grécia, a tocha percorreu o mundo pelos mesmos milhões de telas com os quais ficamos acostumados a nos interagir nos últimos meses. Das mãos de Naomi Osaka, tenista, negra e ativista, foi acesa a pira olímpica que irradiou esperança de Tóquio para o mundo. Quem tem acompanhado o desdobramento dos jogos olímpicos se depara, diariamente, com exemplos de força, de garra, de disciplina e de perseverança. Todos reaprendendo juntos a conviver, neste novo contexto em que o respeito à diversidade ecoa como nunca em todas as nações.
 
São muitos os exemplos de superação dos atletas da nossa nação que destacam o verde e o amarelo nas terras do sol nascente. Rebeca Andrade, ginasta de 22 anos, se tornou a primeira medalhista olímpica da ginástica feminina do Brasil; o skate trouxe novas emoções nesta Olimpíada e quão orgulhosos estamos de Kelvin Hoefler e de uma encantadora fadinha de 13 anos, a Rayssa Leal, que nos trouxeram as primeiras medalhas, de prata, do Brasil nesta modalidade. O Brasil ama os tatames e um bom exemplo de garra vem de Daniel Cargnin e de Mayara Aguiar, que ganharam o bronze para o nosso país. Outro bronze veio da piscina com Fernando Scheffer nos 200 metros livre da natação.
 
Já são muitas emoções nesta Olimpíada que marca a história do esporte pelas circunstâncias em que é realizada e aqui nas terras tupiniquins. Ainda teremos outras, mas já podemos estar orgulhosos dos nossos atletas que demonstram estar em comunhão com os deuses gregos.  Ítalo Ferreira é o brasileiro que ganhou a primeira medalha de ouro no surfe, escrevendo orgulhosamente seu nome e o do Brasil na história das Olimpíadas.
 
Somos uma grande nação e não há limites para as nossas conquistas, somos um povo diferenciado que, apesar das adversidades e de tantos obstáculos, continuamos acreditando e lutando por um futuro melhor, por resultados melhores, pela excelência e pelo respeito. Que cultivemos acesa em nós, ao longo de nossas vidas, a chama da mudança irradiada pela Olimpíada de Tóquio. 
 
 


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