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Estado de Minas editorial

Em defesa do uso de máscara

Enquanto a vacina não chega aos braços da maioria da população, a única forma de evitar a disseminação é pela prevenção


23/06/2021 04:00








Diante do baixo índice de imunização da população brasileira, com menos de 12% das pessoas vacinadas com as duas doses no país, medidas como o uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social continuam sendo fundamentais para diminuir o ritmo de infecção pela COVID-19. No entanto, o que se vê é que muitos insistem em não se proteger e, consequentemente, proteger o outro contra o novo coronavírus, mesmo com todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de especialistas da área.

Além de promover aglomerações, parte da população faz questão de não usar a máscara, seja porque já teve a infecção, seja porque tomou a vacina e se sente protegida ou mesmo por não acreditar na eficácia da medida como prevenção ao vírus. É crescente o relato de casos de brigas e agressões em estabelecimentos comerciais no país por pessoas que se recusam a utilizar a máscara e reagem de forma violenta quando há a exigência dessa proteção para ser atendido.

Recentemente, um homem de 45 anos agrediu e quebrou o braço da funcionária de uma padaria em Palmares Paulista, interior de São Paulo, ao ser advertido por ela para usar corretamente a máscara, que estava no queixo, para ser atendido no comércio. Esse é só um exemplo entre tantos outros de violência por conta da obrigatoriedade do equipamento de proteção em estabelecimentos fechados.

Isso não ocorreria se as pessoas tivessem consciência da importância do uso da máscara neste momento em que o Brasil conta mais de 500 mil mortos pela COVID-19 e cerca de 18 milhões de contaminados pela doença. O que se vê agora no país é uma mudança no perfil de mortes, com a maior parcela sendo verificada na faixa etária abaixo dos 60 anos, justamente a população que ainda não foi vacinada e que está mais exposta porque são pessoas que estão mais ativas economicamente, precisam sair de casa, mas também jovens que não acreditam que vão adoecer ou morrer pelas complicações da COVID-19.

Enquanto isso, países como os Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, França e outros já estão abolindo a exigência do uso de máscaras em ambientes abertos. Nesses locais, a vacinação já se encontra em estado avançado, com mais de 50% da população imunizada, inclusive jovens, ou apresentam baixos índices de transmissão da doença. Com a imunização de rebanho pela vacina, as pessoas podem voltar à normalidade.

No Brasil, não só estamos atrasados com relação à vacinação, como temos uma previsão no mínimo catastrófica, segundo cientistas. O surgimento de novas variantes e o descaso com medidas de proteção e isolamento social podem levar o país a uma terceira onda de COVID-19, com o risco de ultrapassar a marca de 900 mil mortes pelo novo coronavírus até setembro, segundo projeções do Instituto para Métricas de Saúde e Avaliação (IHME), da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

Enquanto a vacina não chega aos braços da maioria da população, para que tenhamos de fato uma proteção conta o vírus, a única forma de evitar a disseminação é pela prevenção. Ou seja, mais do que nunca, a população precisa continuar a usar máscaras, de preferência a PFF2 – equivalente à N95 –, manter os cuidados de higiene das mãos e evitar aglomerações. Só assim e com o avanço da vacina vamos poder retomar a rotina “normal” de trabalho, estudo, lazer, encontros e abraços tão necessários neste momento de perda e dor para tantas famílias.


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