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Estado de Minas editorial

O vírus não poupa idade

Com falsa sensação de segurança, muitos jovens ficam mais relaxados em relação às medidas de proteção e acabam se expondo mais ao risco de se infectar


12/05/2021 04:00

Com parte da população acima de 60 anos já vacinada contra o novo coronavírus no Brasil, a preocupação de especialistas da área de saúde se volta agora para os riscos de infecção pela COVID-19 entre jovens e adultos de 20 a 59 anos. É nessa faixa etária que se concentra maior número de casos de internação e mortes pela doença nos últimos meses.
 
Estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na última sexta-feira, confirma que o coronavírus faz vítimas entre os mais jovens no país. Segundo os dados que constam no último boletim do Observatório COVID-19 da instituição, referente às semanas epidemiológicas 16 e 17 de 2021, entre 18 de abril e 1º de maio, adultos jovens e de meia-idade representam uma parcela em crescimento de pacientes internados em enfermarias e leitos de UTI, sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde.
 
Mais de um terço das mortes por COVID-19 no Brasil é de pessoas com idades até 59 anos. Desde março, a Fiocruz vem chamando a atenção para o processo de rejuvenescimento da pandemia no país. Pesquisadores alertam que, por se tratar de população com menos comorbidades e, portanto, com evolução mais lenta dos casos graves e fatais, o tempo de permanência em unidade de terapia intensiva é muito maior.
 
"O número de casos, hospitalizações e mortes entre pessoas com menos de 60 anos cresce mais rápido do que em idosos. O risco, portanto, para incidência e mortalidade vem aumentando gradativamente para quem não é idoso e é, habi- tualmente, saudável", afirmam os pesquisadores.
Com um sistema imunológico mais forte, os jovens tendem a ser menos propensos a contrair formas mais graves do novo coronavírus, a não ser que tenham alguma comorbidade. Mas isso não é regra. Talvez por essa falsa sensação de segurança, muitos ficam mais relaxados em relação às medidas de proteção e acabam se expondo mais ao risco de se infectar e levar o vírus para dentro de casa ou local de trabalho.
 
Muitos se aglomeram e agem como se a pandemia já tivesse acabado. A imprensa tem noticiado com frequência a interrupção pela polícia de festas clandestinas com 300, 500 pessoas em várias cidades brasileiras. No local, jovens adultos que desrespeitam as medidas de proteção, como o uso de máscaras e o distanciamento social.
 
A imunização no país ainda segue em ritmo muito lento, faltam vacinas, surgem novas variantes do novo coronavírus, e a proximidade do inverno acende mais um sinal de alerta, não pela baixa temperatura em si, mas por ser uma época em que as pessoas tendem a ficar em ambientes mais fechados, com pouca ventilação, facilitando a propagação do vírus.
 
É importante ter em mente que, independentemente da idade ou fator de comorbidade, ninguém está livre ou seguro contra a doença. Nem quem está vacinado tem passaporte livre para negligenciar as medidas de proteção.
 
A preocupação com uma terceira onda de COVID-19 entre junho e julho é real, podendo levar o país a alcançar 600 mil mortes pela doença. Portanto, o momento não é de relaxar. Pelo contrário, o contexto atual da pandemia exige que as regras de distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos sejam seguidas à risca para reduzir o número de óbitos e internações no Brasil. Quanto maior for a conscientização de todos, mais rápido será o controle da doença.


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