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Estado de Minas editorial

Esperança que vem da Fiocruz


11/05/2021 04:00

No meio da tragédia que vive o país, com quase 420 mil mortos pelo coronavírus e ainda correndo o risco de enfrentar uma terceira onda de pandemia, é alentadora a informação de que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já está em condições de produzir, com ingrediente farmacêutico ativo (IFA) fabricado no Brasil, a vacina Covishield, de Oxford/AstraZeneca, contra a COVID-19. Mas a boa notícia veio acompanhada de uma ducha fria: o imunizante com o IFA nacional precisará obter registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para poder ser aplicado na população.

Por isso, os primeiros lotes da Covishield com insumos fabricados no país, que a Fiocruz começa a produzir nos próximos dias, serão destinados apenas à avaliação da Anvisa. Ainda não está bem claro por que, mas, pelas previsões da fundação, os imunizantes “nacionais” destinados à campanha de vacinação contra a COVID-19 só devem estar prontos para serem entregues ao Ministério da Saúde em outubro.
 

A vacinação em massa da população é, hoje, praticamente a única saída para as graves crises provocadas pela pandemia no sistema de saúde, na educação e na economia do país

 
Até lá, a peregrinação do Brasil no mercado internacional por uma dose aqui, outra acolá vai prosseguir. Além de persistir o temor de retaliações da China devido aos ataques que o país sofreu de integrantes do governo brasileiro. E, como especialistas não se cansam de dizer, a vacinação em massa da população é, hoje, praticamente a única saída para as graves crises provocadas pela pandemia no sistema de saúde, na educação e na economia do país.

A frustração de não poder contar, de imediato, com a vacina com insumo nacional ocorre no momento em que pesquisadores atribuem a queda no número de mortes por COVID-19, observada nas duas últimas semanas, ao avanço, ainda que muito lento, da vacinação no país. Observa-se a redução, sobretudo, entre pessoas com mais de 80 anos. Nesse grupo, desde o início da pandemia em 2020, a proporção de óbitos era de 25% a 30%. No mês passado, caiu para menos de 15%, segundo estudo, em fase de revisão, de pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (RS) e de Harvard.

Ao depor na CPI da COVID, que apura ações e omissões do governo na pandemia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez questão de citar o impacto da imunização na redução da quantidade de óbitos por coronavírus no país. “Isso, inclusive, foi externalizado pelo dr. Eric Topol, que é uma das principais autoridades médicas do mundo”, disse, referindo-se ao cientista e professor do Scripps Research Institute, nos Estados Unidos.

Voltando à vacina, um recorte feito pelo site da BBC, com base em dados da organização Our World in Data, mostrava na manhã de ontem – 10h20, horário de Brasília – que o Brasil havia aplicado 46,8 milhões de vacinas contra a COVID-19 e figurava, em números absolutos, como o quinto país na lista da imunização em escala global. Ficava atrás dos Estados Unidos (259,7 milhões), da China (326,1 milhões), Índia (168,3 milhões) e Reino Unido (53 milhões). No portal G1, ainda na noite do último domingo, números mais atualizados apontavam 53,3 milhões de doses aplicadas na população brasileira.

Entre esses cinco países, no caso da vacinação por números relativos a 100 habitantes, a liderança é do Reino Unido (79,4), seguido dos EUA (77,7). O Brasil (22,1) vem em quarto, praticamente empatado com a China (22,5) e à frente da Índia (12,2). Observe-se que, no quinteto, o Brasil é o único sem vacina própria e ainda hoje dependente de insumos importados para a produção de imunizantes. Caso a Fiocruz alcance de fato a autonomia na produção do IFA, o país dará um passo decisivo para a esperada imunização em larga escala.


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