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A pandemia e seus impactos nas finanças pessoais


12/02/2021 04:00

Rosano Ouriques
Gerente-executivo de tesouraria do Banco RCI Brasil, braço financeiro das montadoras Renault e Nissan

O ano de 2020, talvez o mais marcante da nossa era, acabou. Mas ele nos deixa muitas lições. O isolamento social fez as pessoas refletirem mais e, com certeza, muitos de nós tivemos mais tempo para pensar o que realmente é importante. A saúde e as relações humanas estão no topo da lista, mas temas como finanças pessoais também mereceram a nossa atenção.

Com o isolamento social, muitas pessoas de todo o planeta perderam as suas fontes de renda. Os mais precavidos e que contavam com uma reserva de emergência atravessaram esses últimos meses com menos preocupações. Porém, boa parte da população passou por dificuldades e teve de recorrer aos auxílios governamentais e/ou a empréstimos e também estão passando por privações.

Essa nova situação fez boa parte da população pensar sobre a importância de ter uma reserva de emergência. De acordo com recente pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, em parceria com a Offer Wise Pesquisas, 32% dos trabalhadores pretendiam utilizar o 13º salário para comprar presentes de Natal e 21% gastar nas comemorações de Natal e ano-novo. Enquanto 30% pretendiam economizar e 21% pagar contas básicas da casa. Ou seja, segundo a pesquisa, um em cada três trabalhadores pretendia economizar o valor. Na pesquisa de 2019, antes da pandemia da COVID-19, era um em cada quatro – cerca de 25%. Então, verificamos que o percentual das pessoas que decidiram investir o valor aumentou. Além do 13º salário, é necessário ter mais disciplina e investir mais.

Como somos suscetíveis a instabilidades financeiras, não apenas uma pandemia, mas uma situação de desemprego, despesas com doenças, carro quebrado, reparos na casa e até com as tradicionais despesas com tributos e educação no início de ano, é importante termos investido aproximadamente seis meses do orçamento mensal.

Com a redução da Selic ao menor nível da história – 2% ao ano, a poupança deixou de ser atrativa, pois rende 70% da Selic mais a Taxa Referencial, que está zerada. Com a inflação de 4,52% em 2020, a poupança passou a render menos que a inflação. Mas se a poupança não é mais rentável, qual é a saída?

A questão da liquidez imediata, ou seja, poder dispor do dinheiro a qualquer momento é essencial. Porém, um Certificado de Depósito Bancário (CDB) de liquidez diária com taxa de 100% do CDI também não é mais suficiente. Agora, também é preciso procurar uma instituição que ofereça um produto mais rentável, com taxa mais alta. Ao mesmo tempo, é necessário procurar uma instituição sólida, com um bom rating, e ainda um investimento que tenha cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Mas não devemos investir apenas o que “sobra” da nossa renda para constituir uma reserva de emergência. É necessário definir um percentual do orçamento familiar para fazer essa reserva de emergência e também para os outros investimentos que podemos ter após esse primeiro passo. Só assim é possível ter mais tranquilidade e também realizar nossos sonhos e projetos.

Algumas coisas mudaram bastante com a pandemia, mas a necessidade de organizar a nossa vida financeira depende de cada um de nós. Que essa seja a nossa meta. Investir para não termos dívidas e também para realizar os nossos sonhos e termos um futuro mais tranquilo.


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