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Estado de Minas

Minas republicana


21/01/2021 04:00

Alberto Pinto Coelho
Ex-governador do estado de Minas Gerais

Vivenciamos tempos bastante sombrios, acentuados pela terrível pandemia da COVID-19. Essa tragédia que dilacera famílias inteiras – e os desafios da macropolítica econômica di- ante dos atuais níveis de desemprego e do fosso social ampliado, passando pelo necessário fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) – exigem a atuação coordenada das esferas de poder. As vacinas aprovadas no último domingo devolveram as esperanças e evidenciaram a necessidade de unidade nas ações. Numa democracia representativa como a nossa, a memória histórica nos atesta o quão é imperativo, urgente e inadiável um processo de conciliação nacional. Não suportamos mais uma nação fragmentada.
     
As duas maiores casas legislativas do nosso país passam por eleições que irão definir, num futuro próximo, a condução do Congresso Nacional – estuário da nossa democracia e das reformas estruturantes capazes de modernizar o país. Neste contexto, vêm se apresentando vozes altivas aptas para liderar um movimento catalisador dessa tão necessária união de forças. A política é o único caminho possível. E, assim como na história da nossa República, Minas não faltará.
   
   Em dezembro passado, Minas Gerais completou 300 anos, e sob esta efeméride nos cabe reavivar o Manifesto dos Mineiros. A carta de 1943 proclamou que “em realidade, Minas não seria fiel a si mesma se abandonasse sua instintiva inclinação para sentir e realizar os interesses fundamentais de toda a nação”.
      
Assim, seguimos nosso destino atávico. Juscelino Kubitschek, hábil conciliador, uniu os olhares ao mirar o sertão. Tancredo Neves uniu o país por liberdade. Itamar Franco uniu resgatando a economia. Milton Campos sintetizou o espírito mineiro com a seguinte frase: “Em Minas, sempre haverá um palmo de chão limpo onde os homens de bem possam se encontrar”. 
      
Em atual episódio da política mineira, registramos em nosso solo encontro de lideranças partidárias que, ainda que antagonistas em disputas eleitorais recentes, superaram divergências no propósito comum de indicar um nome capaz de levar Minas à presidência do Senado. O anúncio do apoio à candidatura do senador Rodrigo Pacheco, do DEM, aconteceu na casa do atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PSD, com a presença da direção nacional do partido. Participaram também do encontro os senadores mineiros Antonio Anastasia (PSD) e Carlos Viana (PSD), e lideranças de bancadas, entre demais próceres da política contemporânea.
     
Na caminhada política, cotidianamente, incorporamos lições e ensinamentos. Entre eles, aqueles que ligam nossa formação humanista, nossos comportamentos, nossa visão de mundo. A tudo que nos circunda, com especial destaque ao nosso chão – e a natureza que o compõe –, encontramos, ainda, resposta para assegurar que “Minas Gerais, sendo mediterrânea, para qualquer lado que espiamos enxergamos Brasil”. Esse sentimento de brasilidade confirma-se também nas manifestações das mais diversas matizes políticas, de seus pares no Senado, em torno da candidatura de Rodrigo Pacheco; ao lado, claramente, da inequívoca constatação de seus atributos pessoais e de homem público.
     
Cabe a cada um de nós, mineiros, o registro, o reconhecimento e o apoio ao retorno do nosso estado à centralidade da política nacional. Esta Minas, sempre na dianteira dos momentos decisivos da história do Brasil, mais uma vez cumpre seu destino, seu desiderato, respondendo ao chamado da República.


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