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Pandemia, economia e o auxílio emergencial


16/09/2020 04:00

Pollyanna Rodrigues Gondin
Economista e professora do Centro Universitário Internacional Uninter

O auxílio emergencial, comumente conhecido como "coronavoucher", teve seus valores atualizados. Esse benefício foi instituído pela Lei 13.982 em 2 de abril de 2020, com a finalidade de diminuir os efeitos econômicos e sociais da pandemia, dando assistência a trabalhadores informais que perderam renda em razão da crise. Seu valor inicial foi de R$ 600, sendo pagas cinco parcelas nesse valor. Em 1º de setembro, esse benefício foi atualizado e o governo federal decidiu pelo pagamento de mais quatro parcelas de R$ 300.

Você deve estar se perguntando: esse valor é suficiente para suprir as necessidades sociais e econômicas de um país em desenvolvimento como o Brasil?. O governo brasileiro, em um primeiro momento, quis "salvar" a economia e forneceu um auxílio de R$ 600. Esse auxílio foi suficiente? Significa que, neste momento, a economia brasileira está melhor, possibilitando a queda do valor desse auxílio? E os gastos governamentais devem ser cortados, justificando o menor valor no auxílio?

Bem, essas questões são um pouco peculiares, mas, de modo geral, o que temos é uma possível recessão pela frente, já sinalizada pela queda de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano. Para além disso, é importante mencionar que a taxa de inflação está em 2,31%, valor abaixo da meta de 4%, o que demonstra que a demanda brasileira segue enfraquecida. Menor salário reflete em menor consumo. Com o consumo menor, as empresas produzem menos, e, consequentemente, demitem mais funcionários. Isso mencionando questões econômicas, que é o que tem gerado grande debate. Aliado a isso, temos um alto índice de infectados e mortos, demonstrando que as medidas adotadas até o momento não salvaram a economia e nem mesmo a saúde da população.

Apesar disso, poderia se argumentar que ao reduzir a taxa de juros Selic para 2% o governo tem como finalidade estimular o consumo da população e investimento produtivo das empresas (crédito mais barato). Entretanto, como consumir sem dinheiro? Assim, aliar políticas expansionistas para aumentar o consumo é um caminho que deveria ser adotado. Políticas fiscal e monetária deveriam ser aliadas, propiciando a possibilidade de a população manter seu consumo e fazer frente a suas necessidades.

Desse modo, o novo valor do auxílio é suficiente? Podemos afirmar que não. Ah, mas o governo não deve controlar seus gastos? Neste momento de crise, o governo poderia sim, deixar suas metas fiscais em segundo plano para socorrer a economia e a população de fato. É o que já foi feito em outros momentos da história mundial. Mas, e a inflação? Se possuímos capacidade produtiva ociosa, ou seja, se existem pessoas desempregadas, ao aumentar seus gastos na economia o governo não irá causar aumento descontrolado dos preços. Assim, aumentar o valor do auxílio poderia melhorar o consumo, diminuindo os efeitos econômicos que têm sido drásticos no nosso país.


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