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Estado de Minas editorial

Reformas e a queda do PIB

Embora esperado, o estrago provocado pela pandemia será sentido por um bom tempo, mesmo com as projeções otimistas de recuperação


02/09/2020 04:00 - atualizado 01/09/2020 20:50

No dia em que o governo divulgou o pior resultado do Produto Interno Bruto (PIB) em um semestre – queda de 9,7% em relação ao período anterior –, desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), em 1996, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a extensão do auxílio emergencial instituído para mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia. Também garantiu que enviará a proposta de reforma administrativa para o Congresso, fundamental para o controle das contas públicas, que estão completamente no vermelho.
 
A economia brasileira entrou em recessão, novamente, depois de ter experimentado crescimento negativo por dois anos seguidos, em 2015 e 2016, fruto da irresponsável política econômica que abriu os cofres públicos para a implantação de condenáveis políticas populistas. Nos últimos três anos, ao sair da recessão, o país vinha tendo crescimento em torno de 1%, insuficiente para a esperada retomada das atividades econômicas.
 
A aposta de reaquecimento econômico em níveis aceitáveis era de que após a reforma da Previdência viriam a administrativa e a tributária – a última já foi enviada ao Parlamento, embora de forma fatiada, o que gerou críticas de tributaristas. Veio a pandemia e o governo centrou seus esforços em encontrar saídas para enfrentar, num primeiro momento, a parada quase total das atividades econômicas. Instituiu o auxílio emergencial de R$ 600 para os traba- lhadores informais, medidas contra o desemprego e de ajuda a empresas, estados e munícipios.
 
O auxílio de emergência, agora de R$ 300, foi estendido até dezembro deste ano. Economistas concordam que se não houvesse a injeção de mais de R$ 200 bilhões de socorro aos desempregados na economia, de um total de R$ 254 bilhões previstos, o tombo do PIB seria bem maior. Com a prorrogação da ajuda anunciada ontem por Bolsonaro, o Ministério da Economia estima um custo suplementar de R$ 92 bilhões. O orçamento de guerra para o combate à COVID-19, já aprovado pelo Congresso, é de R$ 512 bilhões, para todas as ações do governo. O socorro suplementar terá de ser votado pelos parlamentares nos próximos dias.
 
A partir deste semestre, a expectativa é de uma recuperação da produção nacional, até porque os 9,7% não se repetirão. Essa é a previsão de economistas que acreditam numa retomada mais vigorosa com a reabertura de vários setores da economia a partir de julho. Por todo o país, várias cidades retornaram à normalidade. Embora esperado, o estrago provocado pela pandemia será sentido por um bom tempo, mesmo com as projeções otimistas de recuperação.
 
Diante da conjuntura, o envio do esboço da reforma administrativa ao Parlamento não deve mais ser protelado pelo governo – apenas os futuros servidores públicos serão atingidos, como dito pelo ministro Paulo Guedes, da Economia. A reforma tributária também não pode ficar parada no Congresso. O Brasil tem pressa de resolver seus problemas estruturais e as duas reformas são urgentes.


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