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Estado de Minas editorial

Prevenir em vez de remediar

Aglomerações em praias, bares e bailes funks, como se viu no fim de semana, têm de ser reprimidas


11/08/2020 04:00

Números redondos causam impacto e, por isso, chamam a atenção. Quando se chega a eles, aproveita-se a oportunidade para acirrar a divulgação, promover debates e lançar campanhas aptas a ajudar a atingir objetivos nacionais, regionais ou referentes a comunidades específicas.

No sábado, o Brasil bateu a marca de 100 mil mortos por COVID-19. Foi um choque. Também foi um choque chegar a 10 mil, 20 mil, 50 mil óbitos. É perda de vidas, muitas das quais evitáveis. Nas covas, além de cadáveres, enterram-se projetos, histórias, promessas ceifadas.

Familiar e nacional, o luto deixa recado claro. Conhecido há sete meses, o vírus não escolhe país, clima, etnia ou classe social. O mundo se aproxima de 20 milhões de contaminados e 750 mil mortos. Nações que, com medidas rígidas, pensaram ter vencido o inimigo enfrentam novo ataque.

Vietnã e Austrália, que pareciam ter a situação sob controle, enfrentam o ressurgimento de casos. A China, em cujo território foi detectado o novo coronavírus, teve de aprender o comportamento do Sars-Cov-2 ao mesmo tempo em que ele infectava adultos e crianças. O êxito foi apenas aparente. Novas vítimas engrossam as estatísticas.

O Brasil, cuja extensão territorial impôs diferentes etapas no enfrentamento da infecção, vive drama experimentado por outros países. Unidades da Federação que abrem a economia veem os casos crescerem, o que obriga a volta atrás. 

No doloroso processo, não há de inventar a roda. A roda já foi inventada. Enquanto o mundo não contar com vacina ou medicamento eficaz, impõe-se observar as cautelas que evitam a disseminação do vírus: o distanciamento social, o uso de máscara e a higiene pessoal e do ambiente.

A Nova Zelândia, considerada exemplo no combate à doença e um dos primeiros países a anunciar o fim de novos contágios domésticos, comemorou número redondo – 100 dias sem transmissão. Apesar do sucesso, porém, a primeira-ministra alertou a população para continuar com os cuidados redobrados.

Mais razão tem o Brasil, que registra estabilidade em patamar elevado, de prevenir em vez de remediar. A colaboração dos brasileiros é essencial. Aglomerações em praias, bares e bailes funks, como se viu no fim de semana, têm de ser reprimidas. Os meios de comunicação devem manter a vigilância. As autoridades precisam adotar as medidas para a redução de danos. O melhor remédio, como dizem os especialistas, é não se contagiar.


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