Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas editorial

Pandemia da fome

O número de seres humanos em situação de fome extrema deve atingir 270 milhões ainda neste ano


postado em 13/07/2020 04:00

A pandemia do novo coronavírus vai agravar, ainda mais, uma outra pandemia que persegue a humanidade no decorrer dos séculos: a da fome. Com o surgimento da COVID-19 e todos os seus reflexos sobre as atividades econômicas e sociais no mundo, estima-se que mais 12 mil pessoas possam perder a vida, diariamente, por falta do que comer. Se somadas às 25 mil que já morrem pelo mesmo motivo, de acordo com levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), esse número chega a 37 mil óbitos por dia, em todo o planeta, um aumento de 48%.

Levantamento da ONG humanitária Oxfam, tendo como base estudos da ONU, mostra que cerca de 120 milhões de pessoas podem engrossar o contingente dos que já enfrentam grave crise alimentar, em decorrência dos impactos econômicos e sociais do novo coronavírus. A maior parte dessa população vulnerável encontra-se em zonas de conflitos armados, sobretudo na África e no Oriente Médio. A proposta de especialistas para enfrentar o problema é que nessas áreas seja decretado cessar-fogo temporário para a retomada da ajuda humanitária pelas organizações internacionais.

Mas países em desenvolvimento, em outras regiões, também estão sendo gravemente atingidos pela fome, casos do Brasil, Índia e África do Sul. Pelas estimativas do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, com a pandemia do novo coronavírus, o número de seres humanos em situação de fome extrema deve atingir 270 milhões ainda neste ano. A interrupção de atividades econômicas não essenciais e a restrição de movimentação da população por causa do isolamento social levaram ao fechamento de milhões de postos de trabalho mundo afora, com a consequente perda de renda. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a retração da economia global pode acabar com 300 milhões de empregos, apenas em 2020.

A pronta reação dos governos para socorrer os que perderam o emprego e os trabalhadores informais, tanto no Brasil como no restante do mundo, com a instituição de políticas de proteção social, impediu que o quadro fosse bem pior. Inegável que os Estados têm a responsabilidade de assegurar a sobrevivência dessas pessoas, ao mesmo tempo em que devem criar as condições para que o isolamento social prevaleça onde for necessário. Mas para que a situação atual não se agrave ainda mais, cabe às autoridades manter os programas de ajuda à população vulnerável. Isso porque, mesmo com o fim da pandemia, levará algum tempo para a volta à normalidade plena.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade