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Estado de Minas EDITORIAL

Em busca de uma vacina


postado em 27/04/2020 04:00

A humanidade aguarda, ansiosa, a descoberta da vacina contra o novo coronavírus, única arma que se mostrará realmente eficaz para conter o avanço da pandemia, que já ceifou milhares de vidas em todo o planeta. A verdade é que a vida em todos os continentes não voltará à normalidade enquanto a comunidade científica não descobrir a vacina que imunize o ser humano contra a COVID-19. Os estragos sociais e econômicos causados pela doença são gigantescos e a saúde da população mundial continua vulnerável, frente à enfermidade que não pode ser debelada por qualquer fármaco conhecido.

Atualmente, sete estudos para vacinas encontram-se na fase de teste em humanos, mas o prazo para que uma delas seja reconhecida como capaz de conter a COVID-19 demora, no mínimo, de um ano a um ano e meio, de acordo com os infectologistas. A produção de uma vacina não é simples. Passa, obrigatoriamente, por várias etapas, como testes in vitro, em camundongos e, finalmente, ensaio clínico para poder ser homologada. De acordo com dados públicos da Biblioteca do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos - os ensaios clínicos mais importantes em todo o mundo são cadastrados na instituição -, hoje, são sete os testes realizados em seres humanos.

Levantamento realizado pela virologista Jordana Coelho dos Reis, pesquisadora do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a pedido do Estado de Minas, mostra que as vacinas que o Brasil está desenvolvendo ainda não chegaram à fase de ensaio clínico. Os testes em humanos só acontecem depois que os protótipos vacinais em estudo apresentam eficácia in vitro e em modelo animal. Na atualidade, vêm sendo realizados testes em homens e mulheres na China (três), onde o novo coronavírus surgiu, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e uma sem indentificação da localidade no registro do instituto norte-americano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que pelo menos outras 70 vacinas estão sendo estudadas. Ainda de acordo com o organismo internacional, a pesquisa mais avançada é de responsabilidade de uma empresa chinesa, em parceria com o Instituto de Biotecnologia de Pequim e o Ministério de Ciência e Tecnologia do gigante asiático. A experiência é feita a partir de uma droga usada, originalmente, na prevenção do ebola, vírus que causou devastação na África.

O problema é que as descobertas científicas precisam de muito tempo e planejamento, o que se aplica à criação de uma vacina. Muitas vezes, os resultados positivos nos testes in vitro não se repetem nos ensaios clínicos, com os pesquisadores voltando a estaca zero. O certo é que a ciência, muitas vezes negligenciada pelos governantes brasileiros, é que vai encontrar o caminho para erradicar de vez o novo coronavírus.


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