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Suspensão dos voos da Europa para os EUA

A população está confiante em que a decisão de Trump irá reduzir, significativamente, a ameaça de surto


postado em 26/03/2020 04:00


Vinicius Bicalho
Mestre em direito no Brasil e EUA, 
especializado em negócios internacionais 
e sócio da Bicalho Consultoria Legal


O presidente Donald Trump suspendeu todas as viagens da Europa para os Estados Unidos com a intenção de conter o avanço do novo coronavírus no país. A medida – que passou a valer oficialmente em 13 de março de 2020 e deve se estender pelos próximos 30 dias –, inicialmente, não incluía voos do Reino Unido, o que foi posteriormente alterado. A decisão não se aplica para os cidadãos americanos e residentes permanentes legais que estão fora do continente ou precisam viajar. As informações são do próprio Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês).

Moro em Orlando, uma das cidades mais visitadas do mundo, e é muito triste o que vejo por aqui. Parques fechados, escolas sem aulas, shoppings e restaurantes vazios, eventos cancelados e estabelecimentos operando em  horários reduzidos. Desde a explosão da pandemia, houve, também, uma corrida inicial por itens como álcool em gel, máscaras, água e papel higiênico, mercadorias que, apesar de estar mais escassas, são reabastecidas com rapidez, como sempre acontece quando temos furacões. Não existe sensação de pânico.

A meu ver, a população está confiante em que a decisão de Trump irá reduzir, significativamente, a ameaça de surto para os americanos. Aqui existe a maior malha aeroviária do mundo e o país precisa adotar medidas rígidas para que a contaminação do coronavírus não seja ainda mai- or. Para se ter uma ideia, temos milhares de pessoas diagnosticadas com a Covid-19 e centenas de mortes, segundo contagem divulgada pela Universidade Johns Hopkins, usada como referência nacional. Os números não param de crescer.

Estou sem planejamento para os próximos três meses. Minhas idas ao Brasil, a trabalho e a lazer, foram suspensas temporariamente. Estou, literalmente, vivendo dia após dia, observando os desdobramentos da pandemia e as decisões das autoridades. A empresa tinha uma agenda a cumprir em São Paulo, Belo Horizonte e evento em Las Vegas, mas tudo foi tirado do radar. Se me cabe dar um conselho, o período pede "pé no freio" e paciência.

Devemos seguir as orientações que estão sendo anunciadas, ter muito cuidado e aprender as lições da crise. A China já começou a dar os primeiros sinais de controle da epidemia e isso, naturalmente, vai acontecer nos países que, porventura, conseguirem administrar este momento de estresse. Desejo sorte para todos nós!



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