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Atendimento humanizado na educação


postado em 19/03/2020 04:00

Annamaria Massahud
Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerais 

Evolução, segundo o dicionário Aurélio, é qualquer série de movimentos desenvolvidos contínua e regularmente em um ciclo harmonioso. Os ciclos são válidos para tudo na vida: pessoal, profissional e social. A evolução na medicina se dá em diferentes âmbitos, como as novas tecnologias, descobertas de curas e, por que não, no atendimento humanizado. Sim, essa última, talvez, seja uma das evoluções mais importantes na área e que, agora, passa a ser ensinada, também, nos programas de residência médica em mastologia. A Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) aprovou alterações na Matriz de Competências na Residência Médica em Mastologia, elaborada pela Comissão de Residência Médica da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), em outubro de 2019. O documento orienta o desenvolvimento dos programas nacionais de residência.

A elaboração da matriz considerou a taxonomia de Bloom como base, focando em objetivos educacionais e contando com a participação de várias comissões da Sociedade Brasileira de Mastologia. A principal proposta é definir as habilidades necessárias aos residentes no fim de cada ano, incorporando as novas tecnologias, novas técnicas e novas abordagens que o mastologista deverá apresentar no atendimento e, como o cuidado mais empático do paciente, representando um grande passo, não só para os futuros mastologistas, mas também para pessoas que, na maioria das vezes, chegam aos consultórios médicos mais sensíveis, devido à suspeita de alguma doença mamária.

Os dados da Demografia Médica no Brasil estimam 26 mil médicos concluindo residência a cada ano, sendo que, aproximadamente, 90 deles recebem o título de mastologista e a missão de cuidar da prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças e alterações na mama. 

O documento aborda a capacitação de novos mastologistas, desde a avaliação até as modalidades de tratamentos, passando pelo tratamento cirúrgico, imagem – como os procedimentos minimamente invasivos –, conhecimentos genéticos, cirurgias mamárias reparadoras e estéticas, chegando ao desenvolvimento das habilidades em cuidados paliativos – lembrando que esses cuidados devem começar no acolhimento, desde as primeiras consultas e, não somente, quando se está no fim da vida.

Pode-se dizer que essas mudanças propiciarão mastologistas mais bem formados e preparados. O especialista não será apenas um cirurgião de mama, mas um médico completo, com competências para executar todas as abordagens de doenças e da saúde mamária.

A Matriz de Competências na Residência Médica em Mastologia tem 68 habilidades para o médico apresentar ao fim do período de residência, sendo 39 desenvolvidas no primeiro ano e 29 no segundo. O documento engloba a inserção de conteúdo sobre epidemiologia e metodologia científica; de conhecimentos de imagens, com procedimentos minimamente invasivos e ressonância magnética; de questões relacionadas às cirurgias reparadoras e estéticas mamárias; conhecimentos genéticos; cuidados paliativos e, ainda, quimioterápicos e terapias sistêmicas.

A aprovação da matriz é uma vitória da SBM, dos futuros profissionais e  da sociedade. As mudanças representam a conquista de uma melhor educação e profissionais mais capacitados. 


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