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Estado de Minas

Oscar, Azerbaijão, cerveja, maldade


postado em 17/02/2020 04:00

Fábio P. Doyle
Da Academia Mineira de Letras
Jornalista

Até no Oscar! Os que perderam as mordomias da era FHC-Lula-Dilma, revoltados com a implantação da moralidade administrativa pelo governo Bolsonaro, continuam a tentar um retorno ao poder, o que só seria possível com a queda do novo presidente. Para isso, usam os esquerdistas desonestos – pois nem todo esquerdista, socialista, comunista é desonesto; alguns são mesmo idealistas, embora equivocados – de todos os meios, quase sempre ilícitos. Felizmente, sem sucesso. Até os que, iludidos, os seguiam, demonstram desencanto e abandonam o barco furado.
 
Agora, voltam a atacar através de um ‘documentário’, elogiado por jornalistas e críticos de cinema amigos, para concorrer ao Oscar  e para ‘revelar’ ao mundo supostas ilegalidades no processo que resultou no impeachment de Dilma Rousseff e na condenação e prisão de Lula. Até no dia da reunião da Academia, afirmavam que o tal filme, mais ficção do que documentário, era o favorito. Decepção. O Oscar premiou o documentário Indústria americana, que descreve a implantação de uma fábrica asiática de vidros para carros, em Ohio, EUA, os obstáculos, os preconceitos que foram enfrentados e vencidos. Fábrica que abriu milhares de empregos, inclusive para trabalhadores demitidos com o fechamento de uma empresa automotiva da General Motors, localizada na mesma área. O documentário, isento, sério, venceu todos os demais concorrentes, inclusive o  anti-Bolsonaro.

Azerbaijdão? Sempre admirei o professor Antonio Anastasia. Convivi com ele quando éramos conselheiros do BDMG, nos governos Itamar Franco e Aécio Neves. Este último, registre-se, foi o responsável pelo ingresso de Anastasia na vida pública, pelo que só merece elogios. Acompanhei, eleitor fiel, toda a brilhante carreira do hoje senador pelo PSDB de Minas. Por isso, julgo ter o direito de fazer, com todo o respeito, as observações que se seguem. Primeiro, não encontrei razão nem explicação – cada um tem autonomia para decidir o seu destino – que pudesse justificar a troca que Anastasia fez do PSDB, que o adotou e criou, pelo PSD, para o qual, vejo nos jornais, ele se transferiu. Partido por partido... Segundo,  Anastasia, leio no EM, viajou, por conta do Senado, com tudo pago e direito a acompanhante, para participar, como ‘observador’, das eleições parlamentares no Azerbaijão. O que essa ‘observação’, obviamente onerosa para o orçamento da União, poderá trazer de benefício para o nosso país? Você que me lê, você aí ao lado, sabe onde fica o Azerbaidjão?

Moro Bolsonaro teria compromisso de nomear Sérgio Moro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Moro, quando convidado pelo presidente para o Ministério da Justiça, tinha 22 anos de carreira como juiz federal, respeitado pelo rigor e isenção. Foi assim que conduziu a Operação Lava-Jato, aquela que puniu políticos e empresários por  improbidade e corrupção, entre eles o ex-presidente Lula. Renunciar à magistratura não deve ter sido fácil. O compromisso, se existe, certamente ajudou a convencer Moro, e a fortalecer a equipe que o presidente montou para ajudá-lo a governar um país em crise.
 
Os que querem o fracasso e a queda de Bolsonaro têm o hoje ministro como alvo predileto. Eles o querem fora do governo, e longe do STF. Tudo fazem nesse sentido. Intrigas, gravações falsas, denúncias inconsistentes. Dizem que alguns dos integrantes do STF, pode-se imaginar quem são, trabalham contra a nomeação por temer que Moro recuse os absurdos auxílios moradia, escolar, férias em dobro, passagens aéreas pagas, e outros penduricalhos que triplicam a remuneração oficial. Seu exemplo constrangeria seus colegas, que embolsam tudo, quietos e calados.

Parasitas Paulo Guedes, ministro  sério e bravo, culto, poliglota, fala verdades que, às vezes mal entendidas, podem machucar alguns. Como agora, ao chamar de ‘parasitas’ aqueles servidores públicos que pouco serviço prestam nas funções que exercem. Evidente que Guedes não se referiu a todo o funcionalismo. Só aos malandros. A mídia anti-Bolsonaro usou a frase para  tumultuar a administração e indispor a classe com os governantes que buscam corrigir abusos e fazer funcionar, moralizada, a até então nada confiável máquina administrativa. Parasitas, que os há, há.

Adiando Ele sempre adia. Atrasa, depois pede urgência e ganha elogios dos incautos e dos protegidos da imprensa. Lógico que se trata do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Ele deixou paralisada, até o fim do mandato de Temer, a reforma da Previdência que ele encaminhou. Esperava ser o seu sucessor. O eleito, Bolsonaro, fez com Guedes novo projeto, entregue a Maia em fevereiro de 2019. A proposição não deu um passo até o final daquele ano. Aprovada em novembro de 2019, quem foi elogiado pela mídia amiga? Maia, “pela presteza com que fez votar a nova lei”. Agora, a reforma administrativa. Maia anunciou que o projeto será votado no primeiro semestre. De que ano?...

Cervejinha Quem não gosta? Nem esse prazer sobrou  para o sacrificado povão de um país alagado. Ninguém, comentou o expert Jorge Fonseca Gomes, quer correr o risco com as artesanais, uma delas acrescida de um produto químico de nome complicado, produto que cega, afeta cérebro, paralisa pernas, braços, fígado, rins, pulmão, e que já matou bebedores constantes e eventuais. É crime, grave, comprovado nos laboratórios. De quem é a culpa? Será punido? Êta, Brasil!

Maldade “Deus, ó Deus, onde estás que não respondes, em que mundo, em que estrela tu te escondes, embuçado nos céus?" O verso famoso deve estar sendo repetido pela família de Luana Araújo de Miranda, uma mocinha de 30 anos, mineira, funcionária de uma loja em BH. Luana economizou, preparou, durante seis meses, a viagem de seus sonhos, para conhecer a Europa, a Suíça, especialmente, e morreu de causa desconhecida ao levantar-se para desembarcar do voo da Latam, em Milão, na Itália. Que maldade!


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