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Agronegócio e startup: hora para empreender?


postado em 28/01/2020 04:00

Marcelo Ribas
Médico-veterinário e atualmente exercendo a função de diretor-executivo da Intergado, startup que desenvolve e disponibiliza soluções de pecuária de precisão

Se você consegue resolver um problema de um determinado grupo com maestria, não tem discussão: você tem o principal ponto para investir e começar uma startup. O mercado de agronegócio está bastante aquecido para todas as proteínas e os analistas vêm demostrando que vai haver crescimento na produção e exportação brasileira. Particularmente, acredito que 2020 será um ano excelente para o confinamento, uma vez que há vários desafios no setor que podem ser solucionados pelas agtechs.

Quando falamos de startup, estamos pensando em começar algo do zero, com riscos desde o início. Estrategicamente, investidores anjos podem dar-lhe um apoio, com habilidades e benefícios que aceleram o progresso da sua empresa, mas ainda assim – por se tratar de inovação – as incertezas continuam. Caso o seu perfil profissional prefira algo mais seguro, o ramo de franquias é uma opção viável, já que toda a parte de leiaute e design já vem definida e muitas oferecem linha de crédito especial, dando oportunidade aos candidatos que não têm capital para investir.

A Intergado completou 10 anos no final do ano passado e acredite se quiser: lá atrás, ninguém imaginava que chegaríamos na posição que estamos hoje. Todo mundo me dizia que é difícil empreender no Brasil – uma vez que estatísticas mostram que as startups morrem com até dois anos de vida –, que conseguir patentes é muito complicado e vender as soluções impossível. Hoje, somos líderes em eficiência alimentar, com 96% do mercado brasileiro utilizando os produtos da marca.

Sou prova de que todo mundo começa de baixo. Em 2010, passamos em um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que é uma empresa pública que incentiva a ciência, a tecnologia e a inovação, e recebemos um valor simbólico para tirar as ideias da Intergado do papel. Na época, ainda estávamos muito focados em rastreabilidade e com o tempo fomos encontrando o nosso caminho. Usamos esse dinheiro por dois anos e depois conseguimos a ajuda de um investidor anjo, que hoje faz parte do nosso quadro societário. De 2014 em diante, foram as vendas que sustentaram o nosso investimento. 


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